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Os tempos mudaram, a alfabetização também

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O computador é hoje a principal ferramenta que introduz as crianças no mundo das letras. Saiba o que muda com isso e como os pais e a escola devem encarar esta transformação.

Por Walter Alves/Gazeta do Povo

Pedro começou a usar o computador aos 4 anos para brincar com jogos. Hoje, aos 5, já sabe ler o que aparece na tela. Segundo a mãe, o estímulo da família foi fundamental.

O computador está mudando o processo de alfabetização das crianças. O acesso fácil desde cedo – a partir dos três anos de idade, de acordo com educadores – incentiva os pequenos a ingressarem no mundo das letras muitas vezes antes mesmo de ter contato com a escola. “É uma geração que está muito à nossa frente em relação ao uso do computador e isso tende a crescer. Não faz mais sentido alfabetizar sem levar em conta essa vivência de informática”, diz o pós-doutor em educação, autor de livros sobre sociologia da educação e professor da Universidade de Brasília (UnB) Pedro Demo.

O uso precoce, porém, não deve preocupar os pais. Pelo contrário. Segundo os especialistas, faz parte da tendência inevitável de incorporar tecnologia à vida das crianças desde que nascem. Quando ela começa a ser alfabetizada na escola, por volta dos 5 anos – não está mais crua, ou seja, as letras não são mais novidade para ela. “Claro que essa mudança não é de hoje. Acontecia com outros meios, como televisão, brinquedos e outros objetos que ela tinha acesso em casa. Mas o que muda é que o computador entrou nisso e o contato com o mundo online, principalmente com jogos, desperta a curiosidade pela leitura e escrita”, explica a professora de linguística da Universidade de Cam­­pinas (Unicamp) Raquel Fiad.

Embora os benefícios do uso do computador desde cedo sejam grandes para a alfabetização, os pais e professores devem ficar atentos a alguns pontos:

De olho na escrita manual

Por estar acostumada a digitar no teclado, a criança pode ter dificuldade com a caligrafia. O traçado pode ficar ruim e a letra ilegível. Para isso os professores precisam reforçar as atividades com lápis e papel. É fundamental que a escola trabalhe a coordenação motora fina, que corresponde ao movimento mais delicado e preciso. Ela servirá tanto para o desenho das letras no papel quanto para o controle sobre o mouse.

Cuidado com a preguiça

Se por um lado eles ficam mais ágeis mentalmente, por outro deixam as atividades físicas de lado. Para balancear e evitar problemas como a obesidade, pais e professores precisam limitar o tempo dos pequenos no computador, não só em casa, mas também na escola. Os professores não devem substituir atividades dinâmicas, como pular corda, que desenvolvem coordenação motora. O computador é apenas mais uma ferramenta. Segundo especialistas, o limite máximo em casa deve ser de uma hora – se possível espaçada durante o dia – e 40 a 50 minutos na escola.

Estimule contato físico

Deixar a criança muito tempo no computador, sozinha ou não, diminui o contato físico com os pais, o que na faixa etária de 3 a 6 anos é muito importante. O ideal é brincar com ela com outros jogos lúdicos – que também podem ser úteis na alfabetização – e evitar cercá-la de brinquedos que lembrem o compu­tador e outros eletrônicos, como notebooks e celulares de mentira.

Drible o superestímulo

A criança que fica muito no computador e começa a aprender a ler e escrever por ele pode se sentir desestimulada quando vai para a sala de aula, por não encontrar lá os mesmos estímulos visuais que vê na tela. Quando um aluno souber o conteúdo e não quiser prestar atenção na aula o papel do professor é fazer com que ele ensine e ajude um colega. Assim, o conhecimento que ele tem a mais o deixa feliz e não desinteressado.

Fontes: Cynthia Wosche, professora do Colégio Saint Michel, Maria Conceição Diniz, professora da Pré-Escola Recanto Infantil e Annelise Alcoba Ruiz, coordenadora da Educação Infantil e Ensino Fundamental I do Colégio Dom Bosco.

Aprendendo com eles

Para Pedro Demo, quando se fala em dominar a tecnologia as crianças muitas vezes estão na frente dos adultos. Segundo ele, uma pesquisa norte americana mostrou que elas passam em média 20 horas por dia conectadas. A conta inclui as horas em que os aparelhos celulares e computadores passam ligados mesmo quando os pequenos dormem ou fazem outras atividades, mas é um bom indicativo da realidade da Geração Y, a geração que já nasce conectada. De outro lado, os adultos – a Geração X – são iniciantes nesse processo, pois tiveram de incorporar o computador à sua vida e não o contrário. Essa diferença se reflete em sala de aula: muitas vezes quem precisa aprender é o professor. A ele, cabe a sensibilidade de perceber que o processo de letramento precisa atender um novo perfil de aluno, aquele que começa a ler pelo GPS do carro do pai, pelo celular e computador e não pelos livros apresentados em sala.

Há 20 anos trabalhando com alfabetização no Colégio Saint Michel, a professora Cynthia Wosche conta que há dez percebeu essa mudança em sala, mas que mesmo assim ainda se assusta com o que os alunos trazem. “Tento me atualizar não apenas com cursos, mas com a realidade. De tempos em tempos investigo com meus amigos o que os filhos pequenos deles fazem, gostam de ver, mexer. É uma forma de aprender, para surpreender antes de ser surpreendida.”

Para alguns, o primeiro contato é na escola

Enquanto nas escolas particulares a maioria das crianças tem acesso ao computador em casa, nas instituições públicas a situação é diferente. “Não temos o número exato, mas no dia a dia percebo que muitas usam o computador pela primeira vez aqui na escola”, conta Regina Moro Milléo de Medonça, diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba.

Desde os 4 anos de idade os alunos dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) podem usar o computador durante as aulas, mas sempre orientados pelos professores. Os primeiros contatos são com atividades complementares, principalmente jogos e imagens que os professores pedem para que eles identifiquem e associem com o que acabaram de aprender. Em cada sala de aula existe o que eles chamam de “Canto.com”, implantado em 2008, que é um espaço onde fica o computador. Para os alunos em fase de alfabetização, os jogos mais usados são os didáticos, que brincam com letras e palavras.

Mas quem pensa que por não terem computador em casa as crianças se atrapalham está enganado. Regina diz que fica assustada com a agilidade e que os pequeninos aprendem muito rápido. “Eles nascem vendo computadores por toda parte, na televisão, na secretaria da escola. Não tínhamos mais como ignorar isso.”

Fonte: Gazeta do Povo Online

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