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Mural do Tuba Educação

Tuba Educação traz notícias selecionadas da área educacional e artigos do Professor Tuba sobre Ensino de Física, Informática na Educação e outros temas educacionais.

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Curso de Formação Continuada: Quem sobreviver, continua?

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Por Tarcísio Passos | Blog do Tarcísio Passos

Esta última semana certamente será lembrada como inesquecível para os professores da rede pública do estado do Maranhão, em particular aos professores do Ensino Médio. A Secretaria de Estado da Educação realizou um Curso de Formação Continuada em todas as Unidades Regionais de Educação, espalhadas pelo estado. O curso consistiu basicamente em reunir aproximadamente 44 mil professores, cada um em sua área de conhecimento, para que juntos construíssem um planejamento para o exercício acadêmico de 2011, levando-se em consideração suas vivências, a troca de conhecimentos, inquietações, etc.

Uma maravilha, no papel. Mas na execução, o projeto foi uma tristeza, beirando o ridículo. Provavelmente os professores nunca tiveram que passar por um tratamento tão desumano, quanto ao que foram submetidos nesta última semana. Hospedagens ridículas, alimentação que só poderiam ser comparadas a rações e uma profunda falta de orientação daqueles que são pagos pelo Estado para esse fim. A Secretaria de Estado da Educação, sob a regência do Prof. Anselmo Raposo (na foto), entra para a História como uma das mais desorganizadas e descompromissadas com a educação de nosso Estado.

A Secretaria de Estado da Educação terceirizou um serviço a uma empresa que, visivelmente, só se preocupou em garantir a sua maior margem de lucro. Tecnicamente, o próprio fato de se terceirizar ações como esta, já demonstra a total incompetência da Secretaria de Estado da Educação. Haja vista que o processo de terceirização é admitido quando o que se destina não é finalidade da Instituição que terceiriza o serviço. Aí cabe a pergunta: Qual a dificuldade de uma Secretaria de Educação em realizar um Curso de Formação Continuada?

Para quem entende, mesmo que não muito, sobre processos licitatórios e como estes processos são feitos e manipulados em nosso estado, dá para perceber o que se encontra nas entrelinhas de tudo isso. Licitações caríssimas e prestações de serviços desqualificadas. Isto não é novidade. Mas desta vez, eles se superaram. Em todos os cantos, muito descontentamento e revolta. Em Imperatriz, professores ameaçados pela polícia. Em Itapecuru-Mirim, professores sendo mal tratados em hotéis. Em São Luís, revolta e morte. Mais uma prova de como o Governo do estado trata a educação e os professores no Maranhão.

O Curso de Formação Continuada em Rede – 2010 não foi de todo um caos. Devo enaltecer o convívio com os professores e as inúmeras relações pessoais e profissionais que lá aconteceram. E com base nestas relações que faço referência a melhor definição deste curso, feita por um colega de profissão. Ele definiu assim: “Curso de Formação Continuada: Quem sobreviver, continua?!”.

Realmente, este Curso de Formação Continuada em Rede foi uma verdadeira operação de guerra. Uma verdadeira prova de sobrevivência. Que bom que sobrevivi.

Por Tarcísio Passos | Blog do Tarcísio Passos

Tarcisio Passos é Presidente do Sinproefma - Sind. dos Profissionais de Educação Física do Estado do Maranhão, Auditor do TJDU-MA - Tribunal de Justiça Desportiva Universitária do Estado do Maranhão e Diretor da Federação Maranhense de Futebol Digital – FMFD.
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PROJETO (Parte Final) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

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Considerações Finais

Olhando o mapa da exclusão digital no Brasil, vemos que o Maranhão é um dos estados com maior índice de exclusão. É necessário que as escolas daqui e dos demais estados do Nordeste tenham programas que reforcem a inclusão digital, que sejam mais equipadas tecnologicamente que as escolas de outras regiões. Pois, uma escola em que a maioria dos alunos tenha computador em casa, necessita menos de computador em seu espaço. Logo, a inclusão digital acontece por si mesma, através da inclusão social. Seguindo a lógica, é preciso uma maior quantidade de computadores em escolas com menor número de alunos que possuem computadores em casa.

É fundamental que a escola se preocupe, antes da alfabetização digital, com a alfabetização propriamente dita do aluno, para que ele domine o computador transformando-o numa máquina para ser ensinada. Observa-se que a tecnologia, lentamente, está chegando às escolas através dos recentes programas governamentais, mas o problema elementar da alfabetização não tem sido resolvido a contento e não tem recebido o investimento e empenho necessário para que as escolas parem de expedir certificados de Ensino Básico para jovens analfabetos funcionais. Todo o investimento em tecnologia, por si só, não resolverá o problema.

Todavia, um ponto positivo a destacar, é que a modernização e o barateamento da tecnologia, estão permitindo que as escolas adquiram equipamentos que antes eram considerados objetos de luxo. O fato de hoje haver diversos modelos de televisores com tecnologia LCD que, ao mesmo tempo, servem como monitores e que possuem preços acessíveis, permitem que o professor utilize a TV como um "datashow" mais flexível e, mesmo assim, tão moderno quanto. A própria escola, através da autonomia que tem conquistado, está podendo adquirir estes equipamentos com recursos próprios, sem precisar contar com doações ou ajuda governamental.
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PROJETO (Parte 6) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

image Exemplo de um “telejornal” escolar. Fonte: http://www.eb1vilasecaturma1.blogspot.com/

Produção de um telejornal educativo

Com a modernização dos equipamentos e das novas tecnologias audiovisuais, com o barateamento dos mesmos e com a popularização da internet, que se transformou em um espaço livre para compartilhamento de arquivos, a realização de propostas em áudio e vídeo tornou-se comum e acessível a qualquer cidadão, assim como para alunos e professores.

Há, portanto, uma verdadeira revolução na produção de material audiovisual acontecendo, também devido à melhoria no acesso do usuário doméstico e amador às ferramentas de qualidade para a produção de seus vídeos caseiros. Grandes flagrantes cotidianos já vão ao ar nos telejornais e pela internet através de filmagem caseiras feitas em aparelhos celulares. Até os festivais de cinema e vídeo já atentam para esta diversidade na captação de imagens e sons, assim como as filmadoras, que estão cada vez menores, mais sofisticadas e mais baratas. 

Atualmente é notável também que novos jovens realizadores de material audiovisual apareçam quase que diariamente na internet, com seus vídeos caseiros muito bem produzidos com a utilização de modernos recursos de captação, edição e finalização de material audiovisual. Os preços desses recursos tornam-se cada vez menores e a aquisição por parte do usuário vai ficando cada vez mais acessível, tornando-se também democrática a utilização de equipamentos de áudio e vídeo de qualidade. (Leia mais em http://curitiba.ifpr.edu.br/?page_id=1341).

Aproveitando esta facilidade / onda da era Youtube e a atração e motivação natural dos jovens pelo universo das imagens estáticas ou em movimento, surge a proposta de produção de vídeos educativos para facilitar o ensino-aprendizagem das disciplinas e, por tabela, favorecer a inclusão digital dos estudantes, objetivo principal deste projeto.

A produção de vídeos educativos permite lidar com vários tipos de mídias, desde uma filmadora digital, passando pelo computador e internet, até projetores multimídia e tocadores de DVD e outros formatos. Os alunos, sob orientação dos professores, produzem conteúdo audiovisual que são, ao final, disponibilizados na internet. Isto colabora com a inclusão digital, ao passo que os alunos lidam com as ferramentas de informática e se sentem totalmente incluídos na rede mundial de computadores, ao produzir seus próprios materiais, disponibilizá-lo no ciberespaço e compartilhar o conhecimento adquirido com outros alunos-internautas.

Como sugestão de produção de vídeo educativo, é enriquecedor trabalhar a produção de um “telejornal” educativo, com matérias sócio-culturais, científicas e artísticas, reportagens internas sobre o ambiente escolar e gravações externas que enfoquem situações / problemas da comunidade. Abre-se espaço também para reportagens sobre manifestações culturais e artísticas locais. Qualquer tema de cunho educativo vale para compor a pauta do “telejornal” escolar.

Os alunos devem formas as equipes de produção, compostas por diretor de jornalismo, apresentadores, repórteres, roteiristas, cinegrafistas, editores e outras funções típicas de uma redação de telejornal. Todos os alunos devem ter seu papel, inclusive a de figurantes e entrevistados, se forem necessárias simulações.

Os próprios alunos ficarão responsáveis pela edição dos vídeos e composição do telejornal, cabendo ao professor apenas dar as orientações gerais e mediar o desenvolvimento do trabalho. Ao final, o material digital é publicado na internet e o vídeo do “telejornal” exibido na escola para uma platéia formada por todos os integrantes da comunidade escolar, pois as matérias serão de interesses não só da escola, mas de toda a comunidade no entorno. 

Acreditamos que este projeto estimula ao máximo o contato dos alunos com as novas tecnologias, desperta o interesse pelas questões sociais e o conhecimento dos seus direitos como cidadãos e promovem, indubitavelmente, a inclusão digital.

Como sugestão, assista ao vídeo a seguir de um exemplo de telejornal, realizado em 200 e produzido por alunos das oitavas séries da escola Carlindo Alves da Silva, para a disciplina de Língua Portuguesa, sob orientação do professor Jocelmo Costa Aires em Santa Luzia do Paruá – Maranhão.
 


A descrição deste projeto (Parte Final) continua no próximo post.
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PROJETO (Parte 5) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

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Situação dos laboratórios de informática das escolas públicas

Necessidade de manutenção e atualização rotineira das máquinas

Sabemos que fica complicado levar uma turma inteira, em média com 40 alunos, para atividades no Laboratório de Informática com, por exemplo, 10 computadores, sendo que não raramente algum ou alguns deles estão com problemas tanto de softwares como de hardwares. Fica difícil, então, implementar um curso multimídia com laboratórios de informática fechados a maior parte do tempo, computadores quebrados e obsoletos e a falta de flexibilidade e acessibilidade para seu uso. Antes de tudo, é preciso ter bons equipamentos e acesso facilitado a eles.

Na escola Vinicius de Moraes, os computadores atualmente estão obsoletos, alguns danificados ou problemáticos. Os computadores com hardwares danificados, devido à obsolescência e ao fim do prazo de garantia, torna-se difícil achar peças de reposição no mercado. Se o problema for de software pode ser resolvido, desde que haja pessoa habilitada para fazer a manutenção quando for preciso. Não pode ser o professor, pois ele não tem tempo para isso, ainda que na boa vontade muitos se encarreguem desta tarefa.

É necessária a manutenção constante, tanto ao nível de hardware como de software, por uma equipe técnica sempre disponível para dar suporte à escola. Isso não vem acontecendo nas escolas pública da Rede Estadual do Maranhão. Os computadores que estão fora do período de garantia ficam a mercê da burocracia do Estado para manutenção das máquinas. Como a escola recebe dinheiro direto em sua conta, poderia usar a verba própria para contratar uma empresa para fazer a manutenção dos computadores e evitar que as atividades multimídias informatizadas sejam interrompidas ou truncadas pela falta de condições de uso do laboratório de informática. Estamos lutando para que a nossa escola utilize desse expediente, ainda que o dinheiro recebido pela escola seja, por vezes, insuficiente.

A inclusão digital só se faz com máquinas atualizadas e funcionando adequadamente. Senão, interrompem-se o processo criativo, havendo um desgaste na metodologia aplicada.

Para que não aconteça de o professor deixar de usar os computadores para determinada atividade porque as máquinas não estão dando conta do recado, como costuma acontecer com frequência nas escolas, é preciso que a manutenção das máquinas seja uma constante.

Quantidade insuficiente de computadores na Escola

Verifica-se que a quantidade de computadores, considerando o total de alunos da escola, é insuficiente para atender a demanda – existe aproximadamente 1 computador para cada 20 alunos na escola Vinicius de Moraes. Para resolver o problema, estamos requisitando junto à Secretaria de Educação do Estado do Maranhão e à Proinfo novos computadores e que a escola disponha de pelo menos 20 máquinas modernas (desktops), sem contar os notebooks que estão sendo adquiridos com o dinheiro do programa Ensino Médio Inovador.

Em geral, as escolas públicas dispõem de poucos computadores para quantidade de alunos que possuem (o ideal seria um computador por aluno, ainda distante da realidade brasileira). Existe o programa UCA, do Governo Federal, que integra as ações para o uso de novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) nas escolas, por meio da distribuição de computadores portáteis aos alunos da rede pública de ensino. O projeto piloto está sendo realizado em algumas poucas escolas pelo país. A escola usando verba própria pode adquirir alguns equipamentos, mas sem recursos maciços do Estado, fica quase impossível isso acontecer de forma a atender a demanda.

O fato dos computadores tornarem-se obsoletos pode prejudicar diversas atividades, como por exemplo, a utilização dos computadores para fazer edição de vídeo, item necessário para a execução do projeto de inclusão digital proposto neste trabalho. Máquinas obsoletas dificultam esta tarefa, além de problemas com softwares livres e drivers. Há filmadoras, por exemplo, que não possuem drivers para Linux, obrigando que o professor e os alunos recorram a computadores com os sistemas operacionais Windows ou Mac instalados. O ideal é dispor de algumas máquinas com o SO Windows, para que algumas tarefas possam ser realizadas, devido às limitações das distribuições Linux.


Mesmo sabendo que a utilização de software livre é essencial para a efetivação da inclusão digital, pois barateia os custos, tornando mais acessível a montagem dos kits de informática, isso estimula o compartilhamento e a solidariedade, dois itens importantes na democratização do conhecimento.

No entanto, o uso de diversas plataformas (sistemas operacionais) aumenta o leque de opções e possibilita executar mais ações diferentes. Algo pode ser realizado melhor em um sistema operacional do que em outro. Sabe-se, por exemplo, da excelente performance e robustez dos computadores Macs na edição de vídeos.

É preciso que o professor tenha toda tecnologia educacional disponível de maneira acessível e flexível. Mas antes de tudo, é preciso oferecer treinamento técnico e pedagógico aos professores para o uso adequado das diversas mídias na educação. É necessário que exista equipe especializada em TICs presente na escola para mostrar ao professor as ferramentas existentes para facilitar o seu trabalho e otimizar o seu tempo.

Este acompanhamento e suporte constante são importantes, pois não se pode esperar que todos dediquem à informática educacional um tempo muito maior do que costumam usar normalmente na preparação de suas aulas tradicionais. Esperar isso de todos os professores da rede pública é pura ilusão. É preciso indicar a tecnologia adequada que facilite o trabalho do professor, para que ele desenvolva suas aulas com mais eficiência, fazendo muito mais em seu tempo habitual.

O computador deve servir para facilitar a tarefa de preparar as aulas, de fazer trabalhos de pesquisa, produzir materiais atraentes para a apresentação e melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Afinal, o objetivo da tecnologia é esse, trazer mais conforto ao cidadão, aumentar a sua eficiência e facilitar a vida de todos.

A descrição deste projeto (Parte 6) continua no próximo post.
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Sobre o Pensamento Digital


A Fundação Pensamento Digital é uma organização que tem por objetivo promover a inclusão digital através da realização de projetos educacionais em comunidades. Para tanto, beneficia organizações com a formação de educadores e com a doação de equipamentos de informática captados junto à sociedade e recuperados.

As atividades são realizadas através de vários projetos. O principal é o Rede de Cooperação Digital, que doa equipamentos para OSCs (organizações da sociedade civil) interessadas em montar telecentros e ministrar aulas de informática para comunidades de baixa renda. Além disso, a Fundação Pensamento Digital oferece formação às equipes das OSCs beneficiadas com os computadores doados, bem como para quaisquer outra ONG que já possuam computadores e conexão a internet e desenvolvam programas educacionais em comunidades de baixa renda.

Mais informações podem ser obtidas no site http://www.pensamentodigital.org.br/ .
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PROJETO (Parte 4) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

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Acesso ampliado ao laboratório de informática da Escola através do programa Ensino Médio Inovador

Para muitos educadores, a escola de tempo integral é um dos modelos ideais de ensino, pois os alunos passam mais tempo nas escolas, praticam outras atividades e a grade curricular é melhor trabalhada dentro da carga horária estendida, além de colaborar para diminuição do abandono escolar.

O Ensino Médio Inovador é um programa de incentivo a inovações no ensino médio, através de apoio técnico e, sobretudo, financeiro, para apoiar inovações que venham a ser realizadas no âmbito das escolas públicas mantidas pelos governos dos estados. Esse é um programa bem vindo que amplia a carga horária do Ensino Médio e permite um maior acompanhamento dos estudantes que permanecem mais tempo na escola e passam a ter contato com um currículo mais flexível e diversificado.

Aproveitando a oportunidade de estar mais tempo na escola, abre espaço para que os laboratórios de informática – os telecentros implantados pelo Governo Federal - sejam mais acessíveis e utilizados plenamente. E muitas atividades no campo da informática educacional podem ser desenvolvidas para serem efetivadas nesse espaço, que deve se transformar numa verdadeira lan house gratuita e democrática, mas com cunho educativo.

É importante que o laboratório esteja permanentemente aberto, como uma biblioteca devia estar, e que o uso do computador não seja restrito apenas a motivos didáticos, mas que também, nos horários vagos, sirva ao lazer, como às interações através das redes sociais, que também têm seu valor educacional.

Segundo Lilian Starobinas, Mestre em História Social, Doutora em Educação e pesquisadora de redes, colaboração e tecnologia, “a educação não pode, portanto, evitar o computador e filtrar sites como Orkut e YouTube. Educar é preparar para usar bem, com critério, ética e responsabilidade”, opina ela. A pesquisadora também usa como exemplo o Twitter. "Ferramentas como esta alteraram a concepção de audiência, já que os comentários podem tanto ser voltados aos contatos do autor quanto a todos os interessados em determinado tema. Esse é um caminho fantástico para a troca de informações em larga escala", diz (informação extraída do site Conexão Professor).

Acesso às redes sociais no laboratório de informática faz parte da inclusão social e digital. Os alunos devem fazer parte das redes, ou seja, não devem ser excluídos delas. Logo, a escola não pode impedir que o aluno acesse Orkut, MSN, Facebook e outras redes sociais. Muitas vezes, sua única oportunidade de fazer parte destas plataformas é através dos computadores da escola.

No entanto, o aluno deve ser instruído a usar às redes sociais somente quando não está desenvolvendo nenhuma atividade proposta pelo professor e que necessite pesquisa e uso de outros sites que não sejam as das redes sociais. Mas isso será difícil delimitar no futuro, pois os sites normais e os de redes sociais tenderão a ser totalmente integrados, sendo impossível separar um site de pesquisa de um de comunicação instantânea.

Na escola Vinicius de Moraes faz-se menos restrições quanto ao acesso a tais redes, desde que não sejam em horários de aula e que não haja alunos na fila precisando utilizar os computadores para fins de pesquisa e estudo. O mesmo acontece em relação aos jogos. O importante é que o laboratório de informática seja usado o máximo possível, mas com as devidas restrições em relação a horários adequados aos diversos fins. Sabemos de escolas, nas quais os alunos quase não possuem acesso aos computadores devido às inúmeras restrições ou burocracia impostas pelo estabelecimento.

Assista ao vídeo a seguir, que mostra o Laboratório de Informática do Centro Educacional Vincius de Moraes sendo utilizado plenamente. O que o vídeo mostra é uma constante nessa escola, ao contrário de muitas instituições Brasil afora, em que os laboratórios são subutilizados. No vídeo, gravado em 2009, aparecem alunos do Ensino Fundamental e apenas dois do médio. Logo, não é um vídeo ilustrando a utilização do laboratório por alunos participantes do programa Ensino Médio Inovador.



A descrição deste projeto (Parte 5) continua no próximo post.
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PROJETO (Parte 3) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

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Exemplo de uma aula multimídia em Física – Análise de movimento

No post anterior, falou-se sobre o projeto de oferecimento de cursos multimídias dentro do programa Ensino Médio Inovador. Estes cursos visam unir teoria e prática através da utilização de diversas mídias, principalmente, do computador, contribuindo para a inclusão digital dos alunos das escolas públicas.

Para ilustrar o que pode ser feito em um curso de Física Multimídia, ao tratar do assunto Cinemática, os alunos podem construir o clássico experimento de uma pequena esfera de aço descendo através de uma mangueira transparente cheia de óleo de cozinha ou qualquer outro tipo de óleo, mas que este seja transparente ou semi-transparente para que a esfera fique visível. Prende-se uma fita métrica ao longo da mangueira esticada para marcar as posições da esfera à medida que ela desce.

O experimento é filmado com uma câmera digital. Os alunos ficam responsáveis por todo o processo de montagem do experimento, filmagem e edição do vídeo no computador. Posteriormente é feita a análise do movimento, usando editores de vídeo e planilhas eletrônicas para a construção de tabelas e do gráfico da posição em função do tempo. A partir da tabela e do gráfico, descobre-se o tipo de movimento, neste caso ele é uniforme, e calcula-se a velocidade constante da esfera descendo pelo óleo. Ao final, o vídeo e o relatório da atividade são publicados na internet.

Assista ao vídeo a seguir que demonstra a execução deste experimento:



A descrição deste projeto (Parte 4) continua no próximo post.
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PROJETO (Parte 2) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

imageCursos multimídias no programa Ensino Médio Inovador

Daremos continuidade aqui à descrição do projeto de inclusão digital iniciado no post anterior.

Dentro da proposta de favorecer a inclusão digital através do programa Ensino Médio Inovador, foram desenvolvidos cursos de Física, Matemática, Química, Biologia e de outros componentes curriculares, com intensa utilização de recursos multimídias, em especial o uso de objetos de aprendizagem no ensino destas disciplinas.

As aulas, seguindo o projeto com enfoque na inclusão digital, utilizam as diversas mídias para o desenvolvimento da aprendizagem por meio da reflexão crítica e da possibilidade de intervenção na escola e na comunidade.

Como atividades do projeto, temos a produção de vídeos educativos, com destaque para a elaboração de um telejornal educativo, produzido totalmente pelos alunos, além da filmagem de experimentos científicos para posterior processamento e análise no computador e divulgação na internet em blogs do professor, da escola e dos alunos.

As aulas são desenvolvidas aliando teoria e prática (montagem de experimentos, filmagens, etc.) - de acordo com um dos parâmetros do programa Ensino Médio Inovador - sendo as duas realizadas com suporte dos objetos de aprendizagem acessíveis no telecentro da escola e disponível na internet para acesso em qualquer lugar desejado pelos alunos. É importante que todo material produzido e utilizado em aula esteja disponível na internet para acesso fora do horário da mesma, em qualquer dia e hora.

Disponibilizar os trabalhos feitos por alunos na Internet é uma forma de valorizá-los e fazê-los sentirem integrados à sociedade do conhecimento, podendo os materiais ser consultados a qualquer tempo ou por outros alunos, de outras escolas, inspirando futuras ideias e estimulando a pesquisa e a interação. O ideal seria montar um verdadeiro ambiente de aprendizagem da escola na internet, integrando as aulas presenciais ao ambiente na web. Incluir digitalmente o aluno passar por incluir digitalmente a escola pública também.

Os cursos multimídias oferecidos dentro do programa Ensino Médio Inovador fazem uso indispensável do computador, a mídia mais importante, flexível e dinâmica existente, e das potencialidades da internet. Uma boa forma de implementar estes cursos é planejá-los para que sejam utilizados objetos de aprendizagem, estes essenciais para diminuir os custos na elaboração de materiais didáticos para disciplinas curriculares envolvidas no programa, garantindo assim a qualidade dos cursos.

Os professores podem usar os repositórios montados por diversas instituições onde estão disponibilizados objetos de aprendizagem criados por diversos autores renomados, além da possibilidade de construir seus próprios objetos e ter um pequeno repositório da escola.

Os professores estruturaram o seu curso escolhendo os objetos de aprendizagem que mais se identifiquem com as suas opções de trabalho, com o seu estilo de lecionar, fazendo uso das potencialidades de ferramentas instrucionais interativas que a internet propicia. A utilização da interatividade acrescenta um ingrediente importante na facilitação dos processos de ensino e aprendizagem.

Nas disciplinas de ciências, por exemplo, os objetos de aprendizagem podem ser estruturados com a utilização de animações interativas, compostas de modelagens da Natureza. O estudo do movimento periódico, das oscilações, na Física, pode ser contextualizado através de um pêndulo de relógio virtual – simulação no computador - onde o comprimento do pêndulo e a aceleração gravitacional podem ser variados, variando assim seu período, resultando no atrasado ou adiantamento do relógio.

Os resultados obtidos pela simulação podem ser confrontados com um experimento real, construindo-se facilmente um pêndulo com fio de nylon e pirâmides de chumbo usadas em pesca. Desta forma, o assunto movimento periódico não ficaria apenas na teoria e na matematização costumeira. O curso, então, uniria a teoria à prática, considerando a montagem do experimento e simulação no computador. Esta última também com o objetivo de favorecer a inclusão digital dos alunos.

O aluno pode fazer uso antecipado dos objetos de aprendizagem que serão empregados pelo seu professor, assim como esse material estaria à sua disposição permanentemente. Estando disponível na internet o objeto de aprendizagem, a simulação do pêndulo citada pode ser repetida pelo estudante em qualquer local e horário, possibilitando a execução do fenômeno quantas vezes forem necessárias, e das diversas formas que a simulação permitir.

Visando o emprego de várias mídias no ensino-aprendizagem, objetivo dos cursos multimídias, este projeto prevê a produção de um “telejornal” educativo pelos estudantes, envolvendo interdisciplinarmente os vários componentes curriculares e dando uma dimensão social ao projeto.

Em um post posterior, descreveremos as diretrizes para a produção deste “telejornal”.

A descrição deste projeto (Parte 3) continua no próximo post.
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Charge: Partido da Internet 2010


Aproveitando que o assunto aqui no momento é informática na educação e inclusão digital, veja a charge de Maurício Ricardo que faz uma sátira sutil sobre a internet e as eleições. Coisa leve, só para descontrair:


Fonte da charge: http://charges.uol.com.br
 
Próximo post daremos continuação a descrição do nosso projeto sobre inclusão digital.
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PROJETO (Parte 1) - Inclusão digital através do programa Ensino Médio Inovador

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Conforme comunicado do post anterior, o espaço deste blog será usado por alguns dias para a confecção e publicação de um trabalho sobre Inclusão Digital, da disciplina Inclusão Digital em Espaços Não Formais de Educação do curso de Especialização em Informática na Educação, modalidade à distância, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS.

O trabalho está sendo realizado pela equipe formada por Eduardo Mendes (Prof. Tuba), Jorge Henrique Stallbaum e Carla Martins da Silva.

O trabalho trata do projeto de produção, pelos alunos, de um “telejornal” educativo na escola, dentro do programa Ensino Médio Inovador, com o objetivo de favorecer a inclusão digital de alunos socialmente excluídos.

Programa Ensino Médio Inovador

O objetivo deste trabalho é refletir sobre a experiência em informática na educação realizada dentro do programa Ensino Médio Inovador, promovido pelo Ministério da Educação, e que acontece em diversas escolas públicas de ensino médio pelo país, mais especificamente trataremos das ações desenvolvidas pelo programa no Centro de Ensino Vinicius de Moraes em São Luís do Maranhão.

Este projeto está sendo uma oportunidade de ampliar a inclusão digital de alunos carentes, além de efetivar plenamente a utilização dos telecentros implantados pelo Proinfo (MEC) em parceria com o Ministério das Comunicações e, desta forma, contribuir para que o principal objetivo dos telecentros, que é colaborar para a inclusão digital dos alunos socialmente excluídos, seja de fato realizado. 

O Programa Ensino Médio Inovador surgiu como uma forma de incentivar as redes estaduais de educação a criar iniciativas inovadoras para o ensino médio. A intenção é estimular as redes estaduais de educação a pensar novas soluções que diversifiquem os currículos com atividades integradoras, a partir dos eixos trabalho, ciência, tecnologia e cultura, para melhorar a qualidade da educação oferecida nessa fase de ensino e torná-la mais atraente.

O objetivo geral do projeto é desenvolver um Programa de apoio técnico e financeiro para a reestruturação pedagógica e organização curricular das Escolas Públicas de Ensino Médio não profissional. Dentre os vários objetivos específicos do Programa, destacam-se os seguintes:
  • Apoiar propostas pedagógicas inovadoras e a organização curricular das Escolas Públicas Estaduais e Escolas Federais de ensino médio não profissional que participarem do programa;
  • Promover o debate nacional sobre as Políticas Públicas para o Ensino Médio;
  • Incorporar, como princípio educativo, a metodologia da problematização como instrumento de incentivo à pesquisa, à curiosidade pelo inusitado e ao desenvolvimento do espírito inventivo, nas práticas didáticas;
  • Articular teoria e prática, vinculando o trabalho intelectual com atividades práticas experimentais;
  • Organizar os tempos e os espaços com ações efetivas de interdisciplinaridade e contextualização dos conhecimentos;
  • Oferta de atividade de estudo com utilização de tecnologias de informação e comunicação;
  • Utilizar novas mídias e tecnologias educacionais, como processo de dinamização dos ambientes de aprendizagem.
Os dois últimos itens mostram que o programa prevê a utilização de tecnologias de informação e comunicação, em especial do computador, a fim de promover a inclusão digital e tecnológica dos estudantes de escolas públicas. Este programa do governo federal cria oportunidade para que a informática na educação - que é a utilização do microcomputador e de redes nas atividades educativas - tenha uma maior inserção nas escolas de Ensino Médio. Desta forma, a utilização do computador e da informática nas atividades escolares realça as possibilidades de aprendizagem possibilitadas pela inclusão digital.

Portanto, o programa Ensino Médio Inovador propicia a apropriação crítica das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, contribuindo para a alfabetização tecnológica e formação cidadã de crianças e adolescentes e a utilização dos recursos da informática e conhecimentos básicos de tecnologia da informação no desenvolvimento de projetos educativos dentro dos espaços escolares e na comunidade.

A descrição deste projeto (Parte 2) continua no próximo post.
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Projeto Cidadão Digital oferece vagas gratuitas em curso de Informática


Mantido pela Dell, programa já beneficiou cerca de sete mil alunos do RS

A área de Tecnologia da Informação continua gerando oportunidades para os profissionais capacitados em TI. Neste contexto, uma ótima notícia é a reabertura das inscrições para o curso Capacitação em Informática e Orientação Profissional, promovido pelo Projeto Cidadão Digital e mantido pela Dell

O curso acontece em oito organizações comunitárias da Região Metropolitana, sendo cinco em Alvorada, duas em Porto Alegre e uma em Eldorado do Sul (vagas já preenchidas). Ao todo, são 900 vagas, sendo 300 delas gratuitas. 
 
ETI 1 – Alvorada / RS
Sociedade Espírita Simão Pedro
Rua Maria do Carmo Garcia, nº 305, bairro Bela Vista. Telefone: (51) 3483-1246
ETI 2 – Alvorada / RS
Paróquia Nossa Senhora da Saúde
Avenida Piratini, nº 366, bairro Piratini
Telefone: (51) 3443-8815
ETI 3 – Alvorada / RS
Igreja Batista
Rua Tibúrcio Azevedo, nº 415, bairro Agritter – Vila Americana
Telefone: (51) 3411-0993
ETI 4 – Alvorada / RS
Associação Vila Intersul
Rua Andrade Neves, nº 837, bairro Intersul
Telefone: (51) 3447-0038 ou 3483-7714
ETI 5 – Alvorada / RS
Centro de Capacitação Profissional Milton Santos
Rua Fátima, nº 5, bairro Salomé
Telefone: (51) 3443.2583
ETI 6 – Restinga / Porto Alegre / RS
Esporte Clube Cidadão
Avenida João Antônio da Silveira (Estrada Geral da Restinga), nº 4065, Vila Restinga
Fone: (51) 3261-9744
ETI 7 – Rubem Berta / Porto Alegre / RS
AMORB – Associação Comunitária dos Moradores do Conjunto Residencial Rubem Berta
Rua Wolfram Metzler, nº 650, bairro Rubem Berta
Telefone: (51) 3390-7063

Sobre o Projeto Cidadão Digital

O Cidadão Digital é um projeto social desenvolvido para oferecer capacitação em informática para jovens de comunidades de baixa renda através de Escolas de Tecnologia da Informação (ETIs). O projeto teve seu início em setembro de 2002, via ensino do uso de ferramentas básicas de informática em cinco Escolas de Tecnologia da Informação, que são laboratórios de informática comunitários, criados em parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs). 

Em 2004, o projeto foi expandido, passando a oferecer o Curso de Montagem, Manutenção e Configuração de Computadores, ministrado em Laboratórios de Tecnologia da Informação (LABs) montados dentro de OSCs. O curso oferecido nos laboratórios de TI representa uma segunda fase do Projeto, pois, após a formação nas ETIs, os alunos podem optar por continuar seus estudos na área. 

Atualmente, estão em funcionamento 17 ETIs - oito no Rio Grande do Sul e as demais em São Paulo - e um LAB . Os funcionários da Dell podem participar do projeto de maneira voluntária, aderindo ao programa Adote um Aluno. Assim, o colaborador assume o pagamento de uma bolsa de estudo de um ou mais alunos de baixa renda. O valor da bolsa é descontado diretamente na folha de pagamento. Uma parcela significativa e crescente de funcionários da Dell vem se engajando e contribuindo para o incremento do programa Adote um Aluno.

Fonte: http://posginclusaodigital.blogspot.com/
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Inclusão Digital – Trabalho do curso de Informática na Educação

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A partir deste post, até o dia 17 de outubro de 2010, o espaço deste blog será usado para a confecção e publicação de um trabalho sobre Inclusão Digital, da disciplina Inclusão Digital em Espaços Não Formais de Educação do curso de Especialização em Informática na Educação, modalidade à distância, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS.

O trabalho está sendo realizado pela equipe formada por Eduardo Mendes (Prof. Tuba), Jorge Henrique Stallbaum e Carla Martins da Silva.

Após a data citada, 17 de outubro, os posts do blog continuarão sendo publicados normalmente pelo proprietário do blog, Prof. Eduardo Tuba, sem vínculo direto ou vínculo nenhum com o curso realizado por ele.

A descrição deste projeto (Parte 1) inicia no próximo post.
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