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Mural do Tuba Educação

Tuba Educação traz notícias selecionadas da área educacional e artigos do Professor Tuba sobre Ensino de Física, Informática na Educação e outros temas educacionais.

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Escolas têm mais internet que biblioteca, indica censo

image95% dos alunos de ensino médio frequentam escolas com computadores com acesso à web, mas oferta de laboratórios de ciência é menor

Enquanto o investimento feito pelo governo federal em informática possibilita que quase 95% dos alunos de ensino médio já estejam em escolas com computadores com acesso à internet, a oferta de laboratórios de ciências e bibliotecas para esses mesmos estudantes é bem menor: 57% e 73,2%, respectivamente. Os dados constam do Censo Escolar 2010, divulgado na segunda-feira, dia 20, pelo Ministério da Educação.

O sistema de internet nas escolas cresceu rapidamente por causa de uma obrigação contratual das operadoras de telefonia que, para renovar a concessão, tiveram de se comprometer a instalar a banda larga em todas as escolas do País. Segundo o ministério, no primeiro semestre de 2011 todas as 62 mil escolas públicas terão acesso à internet.

Entretanto, os laboratórios de ciências e as bibliotecas – que são bem mais simples e baratos, mas dependem exclusivamente de recursos do MEC – andam a passos bem mais lentos. As escolas que atendem os anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, são as que apresentam mais problemas. Apenas 30,4% delas têm bibliotecas e 7,6%, laboratórios.

Como existem muitas escolas rurais pequenas, a situação é um pouco melhor quando se leva em conta o número de alunos atendidos. Ainda assim, apenas 50% das crianças que estão aprendendo a ler e a gostar de livros são atendidas com bibliotecas. E 13,4% têm acesso a um laboratório de ciências.

Nas séries subsequentes a situação melhora um pouco. Nos anos finais do ensino fundamental (do 6.º ao 9.º ano), quase 60% das escolas têm bibliotecas e elas atendem cerca de 65% dos estudantes. No ensino médio, 73,2% dos estudantes têm bibliotecas nas suas escolas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Quanto é oito dividido por quatro? Não sei, preciso de um papel!

imagePor Fernando de Barros e Silva

O jovem Evanildo cursa o 3º ano do ensino médio numa escola estadual em Maceió. Aos 18 anos, acaba de fazer vestibular para a Universidade Federal de Alagoas. O personagem, entrevistado pelo jornal "O Globo", pode virar universitário. Mas é o retrato de uma tragédia.

Alagoas e Maranhão são os dois Estados brasileiros com os piores resultados no Pisa, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos. O exame, realizado a cada três anos, compara o desempenho em leitura, matemática e ciências de jovens de 15 anos, em 65 países.

É incrível que a terra há décadas submetida à oligarquia do literato José Sarney, o "companheiro" de Lula, ostente invariavelmente, em qualquer ranking que se faça, os piores indicadores sociais do país.

O Brasil obteve avanços expressivos no Pisa desde 2000, mas segue em situação vexatória: 57º em matemática, 53º em ciência e leitura. A Argentina, em leitura, está em 58º: como, aliás, explicar a derrocada educacional dos "hermanos", culturalmente tão sofisticados?

O mais alarmante, no caso brasileiro, é que aumentou, nos últimos três anos, o fosso entre as redes pública e privada. Com exceção das escolas federais, ilhas de excelência que respondem por pouco mais de 200 mil alunos num universo de 52,5 milhões, a competência para leitura na rede pública brasileira fica em 58º lugar no ranking. Já a rede privada ocupa a 9ª posição.

Ocorre que a rede pública é responsável por 85% dos estudantes dos ensinos fundamental e médio. A distância entre o desempenho nas escolas públicas e nas particulares, que se ampliou, caracteriza um quadro nítido de apartheid.

Fazemos ainda pouco caso do que significa formar Evanildos. Em "perspectiva histórica", como diz Fernando Haddad, um bom sujeito, estamos, sim, avançando. Devagar, mas melhoraaaaaaaaaando -é um gerúndio exasperante esse.

Fonte: Folha de São Paulo

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Estudantes brasileiros ficam em 54º em ranking de 65 países

imageO Brasil ficou em 54º lugar no ranking de 65 países do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa), que testa os conhecimentos de alunos de 15 anos. Em uma escala de zero a 6, a média obtida pelo País em 2009 equivale ao nível 2 em leitura, 1 em ciências e 1 em matemática.

Esta foi a quarta edição da prova trienal aplicada pela Organização de Cooperação dos Países Desenvolvidos (OCDE) aos seus 34 membros e a 31 nações consideradas parceiras comerciais que se dispõem a participar. Foram testados 460 mil jovens, 20 mil no Brasil que ficou em 53º em leitura e ciências e 57º em matemática.

Na edição anterior, em 2006, os brasileiros ocupavam a 48ª posição em leitura e a 53ª tanto em matemática quanto ciências, mas a lista de avaliados tinha apenas 57 nomes. A boa notícia é que a pontuação obtida nos três quesitos subiu: de 393 para 412 em leitura, de 370 para 386 em matemática e de 390 para 405 em ciências. A má é que isso não significa muito.

A nota equivalente continua sendo 1 em matemática e ciências. Isso quer dizer que os jovens ainda não têm, por exemplo, conhecimento para fazer interpretações literais de resultados tanto de pesquisa científica quanto de dados numéricos (veja o que significa cada nível e a pontuação equivalente no gráfico abaixo com o ranking). Apenas em leitura, o nível médio passou de 1 a 2, considerado pela OCDE como “o nível básico para efetiva participação e uma vida produtiva”.

Mesmo entre os "lanterninhas", o Brasil está entre os países que mais aumentaram a média das notas nas três áreas na última década, segundo o Ministério da Educação. De 2000, quando foi avaliado pela primeira vez, até 2009, o desempenho do País cresceu 33 pontos. Para o ministro, Fernando Haddad, os resultados mostram que ainda há muito o que ser feito, mas ele afirma que os resultados não podem ser "desconsiderados". "Até em respeito aos profissionais que trabalharam para tornar isso possível, não podemos desprezar as notas. Mas temos uma século de desvantagem em relação aos países desenvolvidos para superar", diz.

Só dinheiro não define ranking

A primeira classificada no ranking é a região de Shangai, na China – o país pode escolher se submete toda a população à prova ou só um distrito – que estreou no ranking no topo das três áreas. “Ainda existe correlação entre a riqueza de um país e o nível de conhecimento de sua população. No entanto, o fato da China ser o 1º mostra que o PIB (Produto Interno Bruto) per capita não é o fato mais importante. Nações pobres não são incompatíveis com sistemas educacionais de alta performance”, diz o relatório da organização.

Segundo estudo, a riqueza é um fator que só influencia 6% na pontuação dos países. Mesmo entre os membros da OCDE, o primeiro colocado é a Coreia do Sul, que não está entre os mais ricos. Os Estados Unidos ficam em 26º.

América Latina

Os países da América Latina estão todos entre os últimos 20 colocados. A 54ª posição põe o Brasil a frente de Colômbia (55º), Argentina (57º), Panamá (63º) e Peru (64º). O melhor classificado é o Chile em 45º, seguido pelo México em 50º.

Fonte: IG

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Por que professores e escolas não caem na rede social



Uma pesquisa realizada pelo Ibope revelou que 87% dos usuários de internet do país utilizam uma rede social - 83% deles usam esses serviços para finalidades pessoais. É legítimo supor que estudantes e professores também se relacionam por meio daqueles sites. Contudo, se as redes são hoje território da amizade, da diversão e da paquera, ainda é difícil pensar em  usos pedagógicos para a ferramenta.

Pelo menos é isso que conclui Simão Marinho, coordenador do programa de pós-graduação em educação da PUC-MG e assessor pedagógico do programa Um Computador por Aluno, do governo federal. “A escola é como uma cidade com muros que a limitam. Já o Facebook ou o Orkut são inverso disso – são praças públicas onde podemos encontrar todo o tipo de elemento”.

E isso, segundo o especialista, assusta escolas e professores. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista:

As redes sociais já fazem parte da educação?

Do ponto de vista pedagógico, acredito que ainda não há nenhum impacto das redes sociais virtuais na educação. Fora da escola, ou mesmo para entrar em contato com os amigos  da escola, os alunos fazem uso das redes – Orkut, Facebook, MySpace –, mas elas ainda não são usadas para outros fins.

Quais os entraves à aproximação entre escolas e redes digitais?

A primeira dificuldade está na estrutura da escola e na postura do professor. Dificilmente, eles chegariam ao modelo ideal de rede, que é aquela que não tem centro, não tem comando nem poder. Dentro dessa estrutura, vejo uma enorme dificuldade para a escola fazer uso dessas redes porque seria preciso que os que os professores não se sentissem comandando alunos, determinando tarefas. Além disso, existem alguns riscos nas redes sociais que a escola não quer assumir, como o da segurança, do bullying e da pedofilia. Por tudo isso acredito que hoje a escola não está na rede, e a rede não está na escola. 

A liberdade característica das redes sociais é um empecilho?

Sim. A escola é como uma cidade com muros que a limitam. Já o Facebook ou o Orkut são inverso disso – são praças públicas onde podemos encontrar todo o tipo de elemento, do mais benigno ao mais nocivo. Isso sem dúvida é um complicador, porque nem todos que estão ali são os parceiros de escola.

Se a escola ainda não está na rede, o senhor sente uma demanda dos alunos para que ela esteja? 

Acho que os alunos não estão interessados nesse envolvimento. Se você descola da questão educacional, eles se envolvem nas redes e até abordam questões ligadas à escola, mas não são questões ligadas ao aprendizado. Tive acesso a uma pesquisa nos Estados Unidos onde  a maioria dos alunos pedia aos professores que não estabelecessem contato nas redes sociais. É como se dissessem: ‘Acabou a hora da aula, não quero mais falar com você’. Isso acontece, em parte, porque os alunos usam essas redes inclusive para criticar os professores. O Orkut, por exemplo, tem aquelas comunidades ‘Eu odeio o professor fulano’. Então os alunos não querem o professor na rede. Com esse tipo de uso, a escola fica ainda mais desconfiada em usar as redes.

Fora da sala de aula, os alunos e até os professores fazem uso das redes sociais por lazer. Transformar esse lazer em aprendizado é um desafio? 

É um grande desafio. O ideal seria que o aprendizado tivesse o mesmo gosto saboroso do lazer e fosse uma fruta tão tentadora e suculenta quanto a fruta da diversão. Porque os alunos e professores vão atrás disso nas redes sociais, eles querem a conversa afiada com o amigo, trocar ideias, fazer planos para o fim de semana. Algumas escolas isoladamente já conseguiram superar esse desafio, mas são poucas. Não estou dizendo que não funcione, mas acredito que ainda não encontramos a fórmula para isso.

Quais seriam as vantagens de uma escola integrada às redes sociais?

A vantagem maior seria que as escolas, os professores e os alunos conversassem entre si e trocassem experiências. Mas a discussões deveriam girar em torno da educação ou a rede social vira apenas um playground, uma área de lazer e entretenimento. E para que isso aconteça é preciso que cada nó dessa rede tenha uma importância e contribua para a discussão, porque a comunicação por esse meio pressupõe igualdade, sem ninguém controlando as cordinhas da rede. E acredito que esse seja um complicador para as escolas.

O que escolas e educadores devem evitar em matéria de redes sociais?

Os professores não devem reprisar na virtualidade aquilo que está acontecendo na sala de aula, ou seja, devem buscar expandir na internet os conteúdos ensinados na escola. Os conteúdos são importantes, mas tratar de assuntos que extrapolem o aprendizado também pode ser interessante. Por exemplo, professores e alunos podem discutir o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas redes sociais. Podem – e devem – discutir o vestibular, dificuldades, carreira. Se a escola começar a criar essas espaços e fóruns, pode ser que a rede funcione.

Alguns entusiastas defendem que o bom uso das redes sociais pode funcionar como catalisador da reinvenção da escola. O senhor acredita nisso?

Isso é coisa de entusiasta! Não podemos jogar na ferramenta o peso da inovação pedagógica. Nenhuma máquina muda a escola. O que muda a escola é o professor e não acredito que apenas o fato de ele se integrar a uma rede social mude alguma coisa. Antes disso, ele precisa entender que a educação hoje tem um outro significado. Hoje o professor já não é a única fonte de informação que o aluno tem. Ele precisa entender que o papel dele é criar estratégias para que o aluno aprenda, seja com a escola, com a internet, com o celular ou com o livro.

O senhor é assessor pedagógico do programa do governo federal Um Computador por Aluno (UCA). O que de fato os alunos desenvolvem com a ajuda do computador?

Com o computador, eles têm acesso a fontes de informações diversas, além de ter nas mãos a possibilidade de se expressar por linguagens multimidiáticas. O laptop do UCA é computador, comunicador, telefone, câmera de vídeo e fotográfica, gravador digital, entre outros. Ele é fundamentalmente um instrumento para a linguagem múltipla que eu utilizo quando preciso. E junto com a discussão da inovação tecnológica tentamos discutir a inovação pedagógica. E só assim poderemos transformar a escola.

Fonte: Blog Mídias / Veja
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Curso de Formação Continuada: Quem sobreviver, continua?

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Por Tarcísio Passos | Blog do Tarcísio Passos

Esta última semana certamente será lembrada como inesquecível para os professores da rede pública do estado do Maranhão, em particular aos professores do Ensino Médio. A Secretaria de Estado da Educação realizou um Curso de Formação Continuada em todas as Unidades Regionais de Educação, espalhadas pelo estado. O curso consistiu basicamente em reunir aproximadamente 44 mil professores, cada um em sua área de conhecimento, para que juntos construíssem um planejamento para o exercício acadêmico de 2011, levando-se em consideração suas vivências, a troca de conhecimentos, inquietações, etc.

Uma maravilha, no papel. Mas na execução, o projeto foi uma tristeza, beirando o ridículo. Provavelmente os professores nunca tiveram que passar por um tratamento tão desumano, quanto ao que foram submetidos nesta última semana. Hospedagens ridículas, alimentação que só poderiam ser comparadas a rações e uma profunda falta de orientação daqueles que são pagos pelo Estado para esse fim. A Secretaria de Estado da Educação, sob a regência do Prof. Anselmo Raposo (na foto), entra para a História como uma das mais desorganizadas e descompromissadas com a educação de nosso Estado.

A Secretaria de Estado da Educação terceirizou um serviço a uma empresa que, visivelmente, só se preocupou em garantir a sua maior margem de lucro. Tecnicamente, o próprio fato de se terceirizar ações como esta, já demonstra a total incompetência da Secretaria de Estado da Educação. Haja vista que o processo de terceirização é admitido quando o que se destina não é finalidade da Instituição que terceiriza o serviço. Aí cabe a pergunta: Qual a dificuldade de uma Secretaria de Educação em realizar um Curso de Formação Continuada?

Para quem entende, mesmo que não muito, sobre processos licitatórios e como estes processos são feitos e manipulados em nosso estado, dá para perceber o que se encontra nas entrelinhas de tudo isso. Licitações caríssimas e prestações de serviços desqualificadas. Isto não é novidade. Mas desta vez, eles se superaram. Em todos os cantos, muito descontentamento e revolta. Em Imperatriz, professores ameaçados pela polícia. Em Itapecuru-Mirim, professores sendo mal tratados em hotéis. Em São Luís, revolta e morte. Mais uma prova de como o Governo do estado trata a educação e os professores no Maranhão.

O Curso de Formação Continuada em Rede – 2010 não foi de todo um caos. Devo enaltecer o convívio com os professores e as inúmeras relações pessoais e profissionais que lá aconteceram. E com base nestas relações que faço referência a melhor definição deste curso, feita por um colega de profissão. Ele definiu assim: “Curso de Formação Continuada: Quem sobreviver, continua?!”.

Realmente, este Curso de Formação Continuada em Rede foi uma verdadeira operação de guerra. Uma verdadeira prova de sobrevivência. Que bom que sobrevivi.

Por Tarcísio Passos | Blog do Tarcísio Passos

Tarcisio Passos é Presidente do Sinproefma - Sind. dos Profissionais de Educação Física do Estado do Maranhão, Auditor do TJDU-MA - Tribunal de Justiça Desportiva Universitária do Estado do Maranhão e Diretor da Federação Maranhense de Futebol Digital – FMFD.
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PROJETO (Parte Final) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

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Considerações Finais

Olhando o mapa da exclusão digital no Brasil, vemos que o Maranhão é um dos estados com maior índice de exclusão. É necessário que as escolas daqui e dos demais estados do Nordeste tenham programas que reforcem a inclusão digital, que sejam mais equipadas tecnologicamente que as escolas de outras regiões. Pois, uma escola em que a maioria dos alunos tenha computador em casa, necessita menos de computador em seu espaço. Logo, a inclusão digital acontece por si mesma, através da inclusão social. Seguindo a lógica, é preciso uma maior quantidade de computadores em escolas com menor número de alunos que possuem computadores em casa.

É fundamental que a escola se preocupe, antes da alfabetização digital, com a alfabetização propriamente dita do aluno, para que ele domine o computador transformando-o numa máquina para ser ensinada. Observa-se que a tecnologia, lentamente, está chegando às escolas através dos recentes programas governamentais, mas o problema elementar da alfabetização não tem sido resolvido a contento e não tem recebido o investimento e empenho necessário para que as escolas parem de expedir certificados de Ensino Básico para jovens analfabetos funcionais. Todo o investimento em tecnologia, por si só, não resolverá o problema.

Todavia, um ponto positivo a destacar, é que a modernização e o barateamento da tecnologia, estão permitindo que as escolas adquiram equipamentos que antes eram considerados objetos de luxo. O fato de hoje haver diversos modelos de televisores com tecnologia LCD que, ao mesmo tempo, servem como monitores e que possuem preços acessíveis, permitem que o professor utilize a TV como um "datashow" mais flexível e, mesmo assim, tão moderno quanto. A própria escola, através da autonomia que tem conquistado, está podendo adquirir estes equipamentos com recursos próprios, sem precisar contar com doações ou ajuda governamental.
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PROJETO (Parte 6) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

image Exemplo de um “telejornal” escolar. Fonte: http://www.eb1vilasecaturma1.blogspot.com/

Produção de um telejornal educativo

Com a modernização dos equipamentos e das novas tecnologias audiovisuais, com o barateamento dos mesmos e com a popularização da internet, que se transformou em um espaço livre para compartilhamento de arquivos, a realização de propostas em áudio e vídeo tornou-se comum e acessível a qualquer cidadão, assim como para alunos e professores.

Há, portanto, uma verdadeira revolução na produção de material audiovisual acontecendo, também devido à melhoria no acesso do usuário doméstico e amador às ferramentas de qualidade para a produção de seus vídeos caseiros. Grandes flagrantes cotidianos já vão ao ar nos telejornais e pela internet através de filmagem caseiras feitas em aparelhos celulares. Até os festivais de cinema e vídeo já atentam para esta diversidade na captação de imagens e sons, assim como as filmadoras, que estão cada vez menores, mais sofisticadas e mais baratas. 

Atualmente é notável também que novos jovens realizadores de material audiovisual apareçam quase que diariamente na internet, com seus vídeos caseiros muito bem produzidos com a utilização de modernos recursos de captação, edição e finalização de material audiovisual. Os preços desses recursos tornam-se cada vez menores e a aquisição por parte do usuário vai ficando cada vez mais acessível, tornando-se também democrática a utilização de equipamentos de áudio e vídeo de qualidade. (Leia mais em http://curitiba.ifpr.edu.br/?page_id=1341).

Aproveitando esta facilidade / onda da era Youtube e a atração e motivação natural dos jovens pelo universo das imagens estáticas ou em movimento, surge a proposta de produção de vídeos educativos para facilitar o ensino-aprendizagem das disciplinas e, por tabela, favorecer a inclusão digital dos estudantes, objetivo principal deste projeto.

A produção de vídeos educativos permite lidar com vários tipos de mídias, desde uma filmadora digital, passando pelo computador e internet, até projetores multimídia e tocadores de DVD e outros formatos. Os alunos, sob orientação dos professores, produzem conteúdo audiovisual que são, ao final, disponibilizados na internet. Isto colabora com a inclusão digital, ao passo que os alunos lidam com as ferramentas de informática e se sentem totalmente incluídos na rede mundial de computadores, ao produzir seus próprios materiais, disponibilizá-lo no ciberespaço e compartilhar o conhecimento adquirido com outros alunos-internautas.

Como sugestão de produção de vídeo educativo, é enriquecedor trabalhar a produção de um “telejornal” educativo, com matérias sócio-culturais, científicas e artísticas, reportagens internas sobre o ambiente escolar e gravações externas que enfoquem situações / problemas da comunidade. Abre-se espaço também para reportagens sobre manifestações culturais e artísticas locais. Qualquer tema de cunho educativo vale para compor a pauta do “telejornal” escolar.

Os alunos devem formas as equipes de produção, compostas por diretor de jornalismo, apresentadores, repórteres, roteiristas, cinegrafistas, editores e outras funções típicas de uma redação de telejornal. Todos os alunos devem ter seu papel, inclusive a de figurantes e entrevistados, se forem necessárias simulações.

Os próprios alunos ficarão responsáveis pela edição dos vídeos e composição do telejornal, cabendo ao professor apenas dar as orientações gerais e mediar o desenvolvimento do trabalho. Ao final, o material digital é publicado na internet e o vídeo do “telejornal” exibido na escola para uma platéia formada por todos os integrantes da comunidade escolar, pois as matérias serão de interesses não só da escola, mas de toda a comunidade no entorno. 

Acreditamos que este projeto estimula ao máximo o contato dos alunos com as novas tecnologias, desperta o interesse pelas questões sociais e o conhecimento dos seus direitos como cidadãos e promovem, indubitavelmente, a inclusão digital.

Como sugestão, assista ao vídeo a seguir de um exemplo de telejornal, realizado em 200 e produzido por alunos das oitavas séries da escola Carlindo Alves da Silva, para a disciplina de Língua Portuguesa, sob orientação do professor Jocelmo Costa Aires em Santa Luzia do Paruá – Maranhão.
 


A descrição deste projeto (Parte Final) continua no próximo post.
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PROJETO (Parte 5) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

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Situação dos laboratórios de informática das escolas públicas

Necessidade de manutenção e atualização rotineira das máquinas

Sabemos que fica complicado levar uma turma inteira, em média com 40 alunos, para atividades no Laboratório de Informática com, por exemplo, 10 computadores, sendo que não raramente algum ou alguns deles estão com problemas tanto de softwares como de hardwares. Fica difícil, então, implementar um curso multimídia com laboratórios de informática fechados a maior parte do tempo, computadores quebrados e obsoletos e a falta de flexibilidade e acessibilidade para seu uso. Antes de tudo, é preciso ter bons equipamentos e acesso facilitado a eles.

Na escola Vinicius de Moraes, os computadores atualmente estão obsoletos, alguns danificados ou problemáticos. Os computadores com hardwares danificados, devido à obsolescência e ao fim do prazo de garantia, torna-se difícil achar peças de reposição no mercado. Se o problema for de software pode ser resolvido, desde que haja pessoa habilitada para fazer a manutenção quando for preciso. Não pode ser o professor, pois ele não tem tempo para isso, ainda que na boa vontade muitos se encarreguem desta tarefa.

É necessária a manutenção constante, tanto ao nível de hardware como de software, por uma equipe técnica sempre disponível para dar suporte à escola. Isso não vem acontecendo nas escolas pública da Rede Estadual do Maranhão. Os computadores que estão fora do período de garantia ficam a mercê da burocracia do Estado para manutenção das máquinas. Como a escola recebe dinheiro direto em sua conta, poderia usar a verba própria para contratar uma empresa para fazer a manutenção dos computadores e evitar que as atividades multimídias informatizadas sejam interrompidas ou truncadas pela falta de condições de uso do laboratório de informática. Estamos lutando para que a nossa escola utilize desse expediente, ainda que o dinheiro recebido pela escola seja, por vezes, insuficiente.

A inclusão digital só se faz com máquinas atualizadas e funcionando adequadamente. Senão, interrompem-se o processo criativo, havendo um desgaste na metodologia aplicada.

Para que não aconteça de o professor deixar de usar os computadores para determinada atividade porque as máquinas não estão dando conta do recado, como costuma acontecer com frequência nas escolas, é preciso que a manutenção das máquinas seja uma constante.

Quantidade insuficiente de computadores na Escola

Verifica-se que a quantidade de computadores, considerando o total de alunos da escola, é insuficiente para atender a demanda – existe aproximadamente 1 computador para cada 20 alunos na escola Vinicius de Moraes. Para resolver o problema, estamos requisitando junto à Secretaria de Educação do Estado do Maranhão e à Proinfo novos computadores e que a escola disponha de pelo menos 20 máquinas modernas (desktops), sem contar os notebooks que estão sendo adquiridos com o dinheiro do programa Ensino Médio Inovador.

Em geral, as escolas públicas dispõem de poucos computadores para quantidade de alunos que possuem (o ideal seria um computador por aluno, ainda distante da realidade brasileira). Existe o programa UCA, do Governo Federal, que integra as ações para o uso de novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) nas escolas, por meio da distribuição de computadores portáteis aos alunos da rede pública de ensino. O projeto piloto está sendo realizado em algumas poucas escolas pelo país. A escola usando verba própria pode adquirir alguns equipamentos, mas sem recursos maciços do Estado, fica quase impossível isso acontecer de forma a atender a demanda.

O fato dos computadores tornarem-se obsoletos pode prejudicar diversas atividades, como por exemplo, a utilização dos computadores para fazer edição de vídeo, item necessário para a execução do projeto de inclusão digital proposto neste trabalho. Máquinas obsoletas dificultam esta tarefa, além de problemas com softwares livres e drivers. Há filmadoras, por exemplo, que não possuem drivers para Linux, obrigando que o professor e os alunos recorram a computadores com os sistemas operacionais Windows ou Mac instalados. O ideal é dispor de algumas máquinas com o SO Windows, para que algumas tarefas possam ser realizadas, devido às limitações das distribuições Linux.


Mesmo sabendo que a utilização de software livre é essencial para a efetivação da inclusão digital, pois barateia os custos, tornando mais acessível a montagem dos kits de informática, isso estimula o compartilhamento e a solidariedade, dois itens importantes na democratização do conhecimento.

No entanto, o uso de diversas plataformas (sistemas operacionais) aumenta o leque de opções e possibilita executar mais ações diferentes. Algo pode ser realizado melhor em um sistema operacional do que em outro. Sabe-se, por exemplo, da excelente performance e robustez dos computadores Macs na edição de vídeos.

É preciso que o professor tenha toda tecnologia educacional disponível de maneira acessível e flexível. Mas antes de tudo, é preciso oferecer treinamento técnico e pedagógico aos professores para o uso adequado das diversas mídias na educação. É necessário que exista equipe especializada em TICs presente na escola para mostrar ao professor as ferramentas existentes para facilitar o seu trabalho e otimizar o seu tempo.

Este acompanhamento e suporte constante são importantes, pois não se pode esperar que todos dediquem à informática educacional um tempo muito maior do que costumam usar normalmente na preparação de suas aulas tradicionais. Esperar isso de todos os professores da rede pública é pura ilusão. É preciso indicar a tecnologia adequada que facilite o trabalho do professor, para que ele desenvolva suas aulas com mais eficiência, fazendo muito mais em seu tempo habitual.

O computador deve servir para facilitar a tarefa de preparar as aulas, de fazer trabalhos de pesquisa, produzir materiais atraentes para a apresentação e melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Afinal, o objetivo da tecnologia é esse, trazer mais conforto ao cidadão, aumentar a sua eficiência e facilitar a vida de todos.

A descrição deste projeto (Parte 6) continua no próximo post.
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Sobre o Pensamento Digital


A Fundação Pensamento Digital é uma organização que tem por objetivo promover a inclusão digital através da realização de projetos educacionais em comunidades. Para tanto, beneficia organizações com a formação de educadores e com a doação de equipamentos de informática captados junto à sociedade e recuperados.

As atividades são realizadas através de vários projetos. O principal é o Rede de Cooperação Digital, que doa equipamentos para OSCs (organizações da sociedade civil) interessadas em montar telecentros e ministrar aulas de informática para comunidades de baixa renda. Além disso, a Fundação Pensamento Digital oferece formação às equipes das OSCs beneficiadas com os computadores doados, bem como para quaisquer outra ONG que já possuam computadores e conexão a internet e desenvolvam programas educacionais em comunidades de baixa renda.

Mais informações podem ser obtidas no site http://www.pensamentodigital.org.br/ .
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PROJETO (Parte 4) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

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Acesso ampliado ao laboratório de informática da Escola através do programa Ensino Médio Inovador

Para muitos educadores, a escola de tempo integral é um dos modelos ideais de ensino, pois os alunos passam mais tempo nas escolas, praticam outras atividades e a grade curricular é melhor trabalhada dentro da carga horária estendida, além de colaborar para diminuição do abandono escolar.

O Ensino Médio Inovador é um programa de incentivo a inovações no ensino médio, através de apoio técnico e, sobretudo, financeiro, para apoiar inovações que venham a ser realizadas no âmbito das escolas públicas mantidas pelos governos dos estados. Esse é um programa bem vindo que amplia a carga horária do Ensino Médio e permite um maior acompanhamento dos estudantes que permanecem mais tempo na escola e passam a ter contato com um currículo mais flexível e diversificado.

Aproveitando a oportunidade de estar mais tempo na escola, abre espaço para que os laboratórios de informática – os telecentros implantados pelo Governo Federal - sejam mais acessíveis e utilizados plenamente. E muitas atividades no campo da informática educacional podem ser desenvolvidas para serem efetivadas nesse espaço, que deve se transformar numa verdadeira lan house gratuita e democrática, mas com cunho educativo.

É importante que o laboratório esteja permanentemente aberto, como uma biblioteca devia estar, e que o uso do computador não seja restrito apenas a motivos didáticos, mas que também, nos horários vagos, sirva ao lazer, como às interações através das redes sociais, que também têm seu valor educacional.

Segundo Lilian Starobinas, Mestre em História Social, Doutora em Educação e pesquisadora de redes, colaboração e tecnologia, “a educação não pode, portanto, evitar o computador e filtrar sites como Orkut e YouTube. Educar é preparar para usar bem, com critério, ética e responsabilidade”, opina ela. A pesquisadora também usa como exemplo o Twitter. "Ferramentas como esta alteraram a concepção de audiência, já que os comentários podem tanto ser voltados aos contatos do autor quanto a todos os interessados em determinado tema. Esse é um caminho fantástico para a troca de informações em larga escala", diz (informação extraída do site Conexão Professor).

Acesso às redes sociais no laboratório de informática faz parte da inclusão social e digital. Os alunos devem fazer parte das redes, ou seja, não devem ser excluídos delas. Logo, a escola não pode impedir que o aluno acesse Orkut, MSN, Facebook e outras redes sociais. Muitas vezes, sua única oportunidade de fazer parte destas plataformas é através dos computadores da escola.

No entanto, o aluno deve ser instruído a usar às redes sociais somente quando não está desenvolvendo nenhuma atividade proposta pelo professor e que necessite pesquisa e uso de outros sites que não sejam as das redes sociais. Mas isso será difícil delimitar no futuro, pois os sites normais e os de redes sociais tenderão a ser totalmente integrados, sendo impossível separar um site de pesquisa de um de comunicação instantânea.

Na escola Vinicius de Moraes faz-se menos restrições quanto ao acesso a tais redes, desde que não sejam em horários de aula e que não haja alunos na fila precisando utilizar os computadores para fins de pesquisa e estudo. O mesmo acontece em relação aos jogos. O importante é que o laboratório de informática seja usado o máximo possível, mas com as devidas restrições em relação a horários adequados aos diversos fins. Sabemos de escolas, nas quais os alunos quase não possuem acesso aos computadores devido às inúmeras restrições ou burocracia impostas pelo estabelecimento.

Assista ao vídeo a seguir, que mostra o Laboratório de Informática do Centro Educacional Vincius de Moraes sendo utilizado plenamente. O que o vídeo mostra é uma constante nessa escola, ao contrário de muitas instituições Brasil afora, em que os laboratórios são subutilizados. No vídeo, gravado em 2009, aparecem alunos do Ensino Fundamental e apenas dois do médio. Logo, não é um vídeo ilustrando a utilização do laboratório por alunos participantes do programa Ensino Médio Inovador.



A descrição deste projeto (Parte 5) continua no próximo post.
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PROJETO (Parte 3) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

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Exemplo de uma aula multimídia em Física – Análise de movimento

No post anterior, falou-se sobre o projeto de oferecimento de cursos multimídias dentro do programa Ensino Médio Inovador. Estes cursos visam unir teoria e prática através da utilização de diversas mídias, principalmente, do computador, contribuindo para a inclusão digital dos alunos das escolas públicas.

Para ilustrar o que pode ser feito em um curso de Física Multimídia, ao tratar do assunto Cinemática, os alunos podem construir o clássico experimento de uma pequena esfera de aço descendo através de uma mangueira transparente cheia de óleo de cozinha ou qualquer outro tipo de óleo, mas que este seja transparente ou semi-transparente para que a esfera fique visível. Prende-se uma fita métrica ao longo da mangueira esticada para marcar as posições da esfera à medida que ela desce.

O experimento é filmado com uma câmera digital. Os alunos ficam responsáveis por todo o processo de montagem do experimento, filmagem e edição do vídeo no computador. Posteriormente é feita a análise do movimento, usando editores de vídeo e planilhas eletrônicas para a construção de tabelas e do gráfico da posição em função do tempo. A partir da tabela e do gráfico, descobre-se o tipo de movimento, neste caso ele é uniforme, e calcula-se a velocidade constante da esfera descendo pelo óleo. Ao final, o vídeo e o relatório da atividade são publicados na internet.

Assista ao vídeo a seguir que demonstra a execução deste experimento:



A descrição deste projeto (Parte 4) continua no próximo post.
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PROJETO (Parte 2) - Inclusão digital através do Programa Ensino Médio Inovador

imageCursos multimídias no programa Ensino Médio Inovador

Daremos continuidade aqui à descrição do projeto de inclusão digital iniciado no post anterior.

Dentro da proposta de favorecer a inclusão digital através do programa Ensino Médio Inovador, foram desenvolvidos cursos de Física, Matemática, Química, Biologia e de outros componentes curriculares, com intensa utilização de recursos multimídias, em especial o uso de objetos de aprendizagem no ensino destas disciplinas.

As aulas, seguindo o projeto com enfoque na inclusão digital, utilizam as diversas mídias para o desenvolvimento da aprendizagem por meio da reflexão crítica e da possibilidade de intervenção na escola e na comunidade.

Como atividades do projeto, temos a produção de vídeos educativos, com destaque para a elaboração de um telejornal educativo, produzido totalmente pelos alunos, além da filmagem de experimentos científicos para posterior processamento e análise no computador e divulgação na internet em blogs do professor, da escola e dos alunos.

As aulas são desenvolvidas aliando teoria e prática (montagem de experimentos, filmagens, etc.) - de acordo com um dos parâmetros do programa Ensino Médio Inovador - sendo as duas realizadas com suporte dos objetos de aprendizagem acessíveis no telecentro da escola e disponível na internet para acesso em qualquer lugar desejado pelos alunos. É importante que todo material produzido e utilizado em aula esteja disponível na internet para acesso fora do horário da mesma, em qualquer dia e hora.

Disponibilizar os trabalhos feitos por alunos na Internet é uma forma de valorizá-los e fazê-los sentirem integrados à sociedade do conhecimento, podendo os materiais ser consultados a qualquer tempo ou por outros alunos, de outras escolas, inspirando futuras ideias e estimulando a pesquisa e a interação. O ideal seria montar um verdadeiro ambiente de aprendizagem da escola na internet, integrando as aulas presenciais ao ambiente na web. Incluir digitalmente o aluno passar por incluir digitalmente a escola pública também.

Os cursos multimídias oferecidos dentro do programa Ensino Médio Inovador fazem uso indispensável do computador, a mídia mais importante, flexível e dinâmica existente, e das potencialidades da internet. Uma boa forma de implementar estes cursos é planejá-los para que sejam utilizados objetos de aprendizagem, estes essenciais para diminuir os custos na elaboração de materiais didáticos para disciplinas curriculares envolvidas no programa, garantindo assim a qualidade dos cursos.

Os professores podem usar os repositórios montados por diversas instituições onde estão disponibilizados objetos de aprendizagem criados por diversos autores renomados, além da possibilidade de construir seus próprios objetos e ter um pequeno repositório da escola.

Os professores estruturaram o seu curso escolhendo os objetos de aprendizagem que mais se identifiquem com as suas opções de trabalho, com o seu estilo de lecionar, fazendo uso das potencialidades de ferramentas instrucionais interativas que a internet propicia. A utilização da interatividade acrescenta um ingrediente importante na facilitação dos processos de ensino e aprendizagem.

Nas disciplinas de ciências, por exemplo, os objetos de aprendizagem podem ser estruturados com a utilização de animações interativas, compostas de modelagens da Natureza. O estudo do movimento periódico, das oscilações, na Física, pode ser contextualizado através de um pêndulo de relógio virtual – simulação no computador - onde o comprimento do pêndulo e a aceleração gravitacional podem ser variados, variando assim seu período, resultando no atrasado ou adiantamento do relógio.

Os resultados obtidos pela simulação podem ser confrontados com um experimento real, construindo-se facilmente um pêndulo com fio de nylon e pirâmides de chumbo usadas em pesca. Desta forma, o assunto movimento periódico não ficaria apenas na teoria e na matematização costumeira. O curso, então, uniria a teoria à prática, considerando a montagem do experimento e simulação no computador. Esta última também com o objetivo de favorecer a inclusão digital dos alunos.

O aluno pode fazer uso antecipado dos objetos de aprendizagem que serão empregados pelo seu professor, assim como esse material estaria à sua disposição permanentemente. Estando disponível na internet o objeto de aprendizagem, a simulação do pêndulo citada pode ser repetida pelo estudante em qualquer local e horário, possibilitando a execução do fenômeno quantas vezes forem necessárias, e das diversas formas que a simulação permitir.

Visando o emprego de várias mídias no ensino-aprendizagem, objetivo dos cursos multimídias, este projeto prevê a produção de um “telejornal” educativo pelos estudantes, envolvendo interdisciplinarmente os vários componentes curriculares e dando uma dimensão social ao projeto.

Em um post posterior, descreveremos as diretrizes para a produção deste “telejornal”.

A descrição deste projeto (Parte 3) continua no próximo post.
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Charge: Partido da Internet 2010


Aproveitando que o assunto aqui no momento é informática na educação e inclusão digital, veja a charge de Maurício Ricardo que faz uma sátira sutil sobre a internet e as eleições. Coisa leve, só para descontrair:


Fonte da charge: http://charges.uol.com.br
 
Próximo post daremos continuação a descrição do nosso projeto sobre inclusão digital.
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PROJETO (Parte 1) - Inclusão digital através do programa Ensino Médio Inovador

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Conforme comunicado do post anterior, o espaço deste blog será usado por alguns dias para a confecção e publicação de um trabalho sobre Inclusão Digital, da disciplina Inclusão Digital em Espaços Não Formais de Educação do curso de Especialização em Informática na Educação, modalidade à distância, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS.

O trabalho está sendo realizado pela equipe formada por Eduardo Mendes (Prof. Tuba), Jorge Henrique Stallbaum e Carla Martins da Silva.

O trabalho trata do projeto de produção, pelos alunos, de um “telejornal” educativo na escola, dentro do programa Ensino Médio Inovador, com o objetivo de favorecer a inclusão digital de alunos socialmente excluídos.

Programa Ensino Médio Inovador

O objetivo deste trabalho é refletir sobre a experiência em informática na educação realizada dentro do programa Ensino Médio Inovador, promovido pelo Ministério da Educação, e que acontece em diversas escolas públicas de ensino médio pelo país, mais especificamente trataremos das ações desenvolvidas pelo programa no Centro de Ensino Vinicius de Moraes em São Luís do Maranhão.

Este projeto está sendo uma oportunidade de ampliar a inclusão digital de alunos carentes, além de efetivar plenamente a utilização dos telecentros implantados pelo Proinfo (MEC) em parceria com o Ministério das Comunicações e, desta forma, contribuir para que o principal objetivo dos telecentros, que é colaborar para a inclusão digital dos alunos socialmente excluídos, seja de fato realizado. 

O Programa Ensino Médio Inovador surgiu como uma forma de incentivar as redes estaduais de educação a criar iniciativas inovadoras para o ensino médio. A intenção é estimular as redes estaduais de educação a pensar novas soluções que diversifiquem os currículos com atividades integradoras, a partir dos eixos trabalho, ciência, tecnologia e cultura, para melhorar a qualidade da educação oferecida nessa fase de ensino e torná-la mais atraente.

O objetivo geral do projeto é desenvolver um Programa de apoio técnico e financeiro para a reestruturação pedagógica e organização curricular das Escolas Públicas de Ensino Médio não profissional. Dentre os vários objetivos específicos do Programa, destacam-se os seguintes:
  • Apoiar propostas pedagógicas inovadoras e a organização curricular das Escolas Públicas Estaduais e Escolas Federais de ensino médio não profissional que participarem do programa;
  • Promover o debate nacional sobre as Políticas Públicas para o Ensino Médio;
  • Incorporar, como princípio educativo, a metodologia da problematização como instrumento de incentivo à pesquisa, à curiosidade pelo inusitado e ao desenvolvimento do espírito inventivo, nas práticas didáticas;
  • Articular teoria e prática, vinculando o trabalho intelectual com atividades práticas experimentais;
  • Organizar os tempos e os espaços com ações efetivas de interdisciplinaridade e contextualização dos conhecimentos;
  • Oferta de atividade de estudo com utilização de tecnologias de informação e comunicação;
  • Utilizar novas mídias e tecnologias educacionais, como processo de dinamização dos ambientes de aprendizagem.
Os dois últimos itens mostram que o programa prevê a utilização de tecnologias de informação e comunicação, em especial do computador, a fim de promover a inclusão digital e tecnológica dos estudantes de escolas públicas. Este programa do governo federal cria oportunidade para que a informática na educação - que é a utilização do microcomputador e de redes nas atividades educativas - tenha uma maior inserção nas escolas de Ensino Médio. Desta forma, a utilização do computador e da informática nas atividades escolares realça as possibilidades de aprendizagem possibilitadas pela inclusão digital.

Portanto, o programa Ensino Médio Inovador propicia a apropriação crítica das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, contribuindo para a alfabetização tecnológica e formação cidadã de crianças e adolescentes e a utilização dos recursos da informática e conhecimentos básicos de tecnologia da informação no desenvolvimento de projetos educativos dentro dos espaços escolares e na comunidade.

A descrição deste projeto (Parte 2) continua no próximo post.
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Projeto Cidadão Digital oferece vagas gratuitas em curso de Informática


Mantido pela Dell, programa já beneficiou cerca de sete mil alunos do RS

A área de Tecnologia da Informação continua gerando oportunidades para os profissionais capacitados em TI. Neste contexto, uma ótima notícia é a reabertura das inscrições para o curso Capacitação em Informática e Orientação Profissional, promovido pelo Projeto Cidadão Digital e mantido pela Dell

O curso acontece em oito organizações comunitárias da Região Metropolitana, sendo cinco em Alvorada, duas em Porto Alegre e uma em Eldorado do Sul (vagas já preenchidas). Ao todo, são 900 vagas, sendo 300 delas gratuitas. 
 
ETI 1 – Alvorada / RS
Sociedade Espírita Simão Pedro
Rua Maria do Carmo Garcia, nº 305, bairro Bela Vista. Telefone: (51) 3483-1246
ETI 2 – Alvorada / RS
Paróquia Nossa Senhora da Saúde
Avenida Piratini, nº 366, bairro Piratini
Telefone: (51) 3443-8815
ETI 3 – Alvorada / RS
Igreja Batista
Rua Tibúrcio Azevedo, nº 415, bairro Agritter – Vila Americana
Telefone: (51) 3411-0993
ETI 4 – Alvorada / RS
Associação Vila Intersul
Rua Andrade Neves, nº 837, bairro Intersul
Telefone: (51) 3447-0038 ou 3483-7714
ETI 5 – Alvorada / RS
Centro de Capacitação Profissional Milton Santos
Rua Fátima, nº 5, bairro Salomé
Telefone: (51) 3443.2583
ETI 6 – Restinga / Porto Alegre / RS
Esporte Clube Cidadão
Avenida João Antônio da Silveira (Estrada Geral da Restinga), nº 4065, Vila Restinga
Fone: (51) 3261-9744
ETI 7 – Rubem Berta / Porto Alegre / RS
AMORB – Associação Comunitária dos Moradores do Conjunto Residencial Rubem Berta
Rua Wolfram Metzler, nº 650, bairro Rubem Berta
Telefone: (51) 3390-7063

Sobre o Projeto Cidadão Digital

O Cidadão Digital é um projeto social desenvolvido para oferecer capacitação em informática para jovens de comunidades de baixa renda através de Escolas de Tecnologia da Informação (ETIs). O projeto teve seu início em setembro de 2002, via ensino do uso de ferramentas básicas de informática em cinco Escolas de Tecnologia da Informação, que são laboratórios de informática comunitários, criados em parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs). 

Em 2004, o projeto foi expandido, passando a oferecer o Curso de Montagem, Manutenção e Configuração de Computadores, ministrado em Laboratórios de Tecnologia da Informação (LABs) montados dentro de OSCs. O curso oferecido nos laboratórios de TI representa uma segunda fase do Projeto, pois, após a formação nas ETIs, os alunos podem optar por continuar seus estudos na área. 

Atualmente, estão em funcionamento 17 ETIs - oito no Rio Grande do Sul e as demais em São Paulo - e um LAB . Os funcionários da Dell podem participar do projeto de maneira voluntária, aderindo ao programa Adote um Aluno. Assim, o colaborador assume o pagamento de uma bolsa de estudo de um ou mais alunos de baixa renda. O valor da bolsa é descontado diretamente na folha de pagamento. Uma parcela significativa e crescente de funcionários da Dell vem se engajando e contribuindo para o incremento do programa Adote um Aluno.

Fonte: http://posginclusaodigital.blogspot.com/
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Inclusão Digital – Trabalho do curso de Informática na Educação

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A partir deste post, até o dia 17 de outubro de 2010, o espaço deste blog será usado para a confecção e publicação de um trabalho sobre Inclusão Digital, da disciplina Inclusão Digital em Espaços Não Formais de Educação do curso de Especialização em Informática na Educação, modalidade à distância, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS.

O trabalho está sendo realizado pela equipe formada por Eduardo Mendes (Prof. Tuba), Jorge Henrique Stallbaum e Carla Martins da Silva.

Após a data citada, 17 de outubro, os posts do blog continuarão sendo publicados normalmente pelo proprietário do blog, Prof. Eduardo Tuba, sem vínculo direto ou vínculo nenhum com o curso realizado por ele.

A descrição deste projeto (Parte 1) inicia no próximo post.
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Leitor.com: cientistas discutem como navegar da cultura impressa para a digital


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Leitor.com

Professores de ensino fundamental e médio vivem em todo mundo talvez o maior desafio da sua história: formar leitores em uma sociedade que sofreu a mudança drástica da cultura impressa para a digital e do paradigma de leitura para o de navegação.

Como a escola pode formar leitores nessa contemporaneidade, quando impera uma cultura à qual os professores aderem como emigrantes, enquanto os alunos são os nativos? E como fazer desse leitor.com recém-inventado, esse adolescente zapper que ziguezagueia como um pássaro, um autor intérprete crítico e produtor de sentidos?

E ainda: como potencializar as possibilidades de interatividade e multilinearidade da internet em favor da apreensão de saberes complexo em uma sociedade lan house, onde reina o sensorial, o efêmero e a superficialidade dos chats e jogos virtuais?

Novo paradigma da leitura

A busca de respostas a esse desafio reuniu três educadoras em torno da conferência A formação do leitor no século XXI, realizada durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa e Ciência, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

As pesquisadoras Maria Zaíra Turchi, da Universidade Federal de Goiás (UFG), e Marly Amarilha, da UFRN, apresentaram reflexões e saídas para esse impasse, tão urgente e emergente a ponto de constituir grupos de estudos e uma linha de pesquisa dentro da SBPC.

Alice Aurea Penteado, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), complementou a discussão apresentando os critérios de compra de livros dentro do Edital de Convocação para o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE 2011), que primam pela oferta de uma linguagem atraente para os jovens.

O diálogo relacional entre gerações e linguagens diferentes, a postura do professor-aprendiz e a convicção de que nenhuma forma de leitura é superior à outra são posições compactuadas pelos palestrantes como ponto de partida para o enfrentamento da questão contemporânea da leitura.

Hipermodernidade

O professor precisa suspender o preconceito contra a cultura digital e imergir no universo dos adolescentes para criar possibilidades de formação do gosto pela leitura, como Maria Zaíra.

Mas também não deve se sentir inferiorizado diante das novas tecnologias e nem se acuar como se não tivesse, com sua experiência letrada e impressa, mais contribuição a dar para a formação desse leitor zappeante, conforme alertou Marly Amarilha.

É justamente na tangência entre as duas culturas - digital e impressa - que reside a riqueza do momento contemporâneo e é nessa troca que se abrem novas possibilidades de ensino, como pode se abstrair do debate.

Valendo-se do conceito de hipermodernidade do filósofo Gilles Lipovetsky, Zaíra lembrou que a internet é a configuração simbólica mais poderosa da hipermodernidade, caracterizada pela hiperprofusão de imagens.
Na hipermodernidade, as esferas da vida humana vivem uma escalada ilimitada em busca da velocidade e da visibilidade. Como nunca antes, a sociedade de consumo se constitui pelo signo do excesso e da exacerbação da mercadoria, marcas e serviços.

Os comportamentos e os adolescentes estão imersos nessa engrenagem que coloca a própria escola em crise, uma vez que as mídias são muito mais eficazes do que ela na multiplicação dos gestos, dos comportamentos, dos valores e das linguagens, lembra a estudiosa.

Gramática das imagens

Nessa sociedade de explosão de linguagens, o papel da escola é muito mais complexo, porque não se trata apenas de ensinar a ler na concepção clássica, mas de "ler além da linguagem verbal, a visual, a auditiva, olfativa, gustativa, bem como os gestos, as cores, a moda, o comportamento".

Citando Décio Pignatari, no capítulo "Você sabe ler objetos?", do livro Semiótica e Literatura, ela enfatiza a necessidade de a escola perceber-se no tempo em que a explosão de informações seguiu-se a explosão de linguagens, na televisão, no cinema, no trânsito, na arquitetura, na publicidade, na informática, na literatura, nos códigos, enfim, da Babel cotidiana. "Consumir é comunicar-se. Não há dúvida de que a inserção do jovem no contexto histórico depende não apenas da sua capacidade de leitores de palavras, mas da sua destreza enquanto leitores de múltiplas linguagens".

Na cena presente, a compreensão de uma gramática das imagens como estratégia de leitura é tão importante quanto a alfabetização para ler o código escrito. Navegar no espaço virtual exige dos leitores formados em outra cultura, em outro ritual, uma nova compreensão e uma nova atitude, defende.

"Talvez nós professores estejamos precisando de um explicador", diz ela, referindo-se metaforicamente à bela passagem de A linguagem secreta do cinema. Nessa obra, Jean-Claude Carrière conta que, no início do século XX, era comum nos cinemas, bem ao lado da tela, a presença de um funcionário para explicar ao público o que estava acontecendo no filme. A figura do explicador só desaparece em 1920, quando bem ou mal o público já estava alfabetizado na linguagem cinematográfica.

Formação do leitor contemporâneo

A formação do leitor contemporâneo deve considerar a sua participação cotidiana nas novas mídias digitais, marcada pela interatividade, acrescenta a conferencista.

Ao unir, de modo sequencial, fragmentos de informações de naturezas heterogêneas, o leitor experimenta na sua interação com o potencial dialógico da hipermídia um tipo de comunicação multilinear em que está livre para estabelecer sozinho a ordem textual ou para se perder na desordem das partes.

"O navegador coloca em ação habilidades de leitura distintas daquelas empregadas pelo leitor de um texto ou livro impresso". Esse leitor imersivo atua como editor ao escolher o que ler. Nesse ponto, a professora da UFRN, Marly, complementa que, tão importante quanto ensinar a ler é ensinar a ter critérios de escolha de fontes de leitura no mundo virtual.

Zaíra propõe ainda que a escola conheça as possibilidades das novas formas de leitura interativa, sobretudo a dos blogs de escritores, que permitem a interatividade na construção da narrativa.

Segundo sua pesquisa sobre a participação de adolescentes em blogs de autor, essa escrita é marcada pela brevidade dos textos, escritos em linguagem coloquial, com a grafia correta, mas sem o uso constante do internetês, como fazem os leitores de outros blogs.

O prazer reside no uso das possibilidades interativas, na liberdade do comentário, da interferência imediata no texto, alterando a sequência, as conexões entre os personagens ou mesmo reescrevendo as histórias, como em um jogo textual. A popularização do escritor nos blogs, com sua presença na tela ou nas conferências virtuais, é capaz de alterar o padrão de consumo intelectual e interferir nas escolhas de livros dos leitores, acredita.

Citando a pesquisadora argentina Beatriz Sarlo, defende que a escola beneficie-se do que seus alunos aprendem em outros lugares e aproveite as habilidades hipertextuais de leitura. Mas isso "até certo ponto", como diz Sarlo. É que, segundo a autora, essas habilidades, caracterizadas pela rapidez e o imediatismo, pela emoção do jogo, mas também pela brevidade e pelo desinteresse no pormenor ou nas entrelinhas, não fornecem capacidades suficientes para a aquisição de outros, tais como precisão verbal, interpretação e produção de argumentações escritas. "Ou seja, são insuficientes para transformar um adolescente em leitor e produtor de textos".

Professor do futuro

É aí que entra o professor emigrante como colaborador do nativo, na nomenclatura proposta por Marly, aprendendo e ensinando com sua herança do universo impresso, não mais como um tiranossauro autoritário remanescente de eras passadas, mas como o elo de ligação do mundo da escrita com o mundo presente.

Esse professor, que em um futuro próximo talvez nem receba mais esse nome, ao mesmo tempo estrangeiro e habitante dessa plataforma de bits e vídeo-games, ocupa o entrelugar privilegiado para fazer o corte na adesão eufórica e acrítica às novas tecnologias e mostrar que a própria escrita engendrou a internet não como um artefato alienígena ou futurista, mas como um invento tecnológico e cultural capaz de ajudar a construir sujeitos históricos mais livres.
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Sala de aula com ar condicionado nas escolas públicas de Teresina

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Hoje não é mais uma utopia (uma inviabilidade econômica) instalar ar condicionados em salas de aula de escolas públicas, apesar de isso ser ecologicamente incorreto (existem outros meios de climatização). Mas em se tratando de Teresina, no Piauí, uma das capitais mais quentes do Brasil, ar condicionado é uma necessidade para tornar o aprendizado mais eficaz - há indícios de que o calor realmente afeta o raciocínio.

Pois bem! Em Teresina isso não será mais um sonho, como mostra a notícia a seguir do Portal Vooz.

Escolas municipais terão salas com ar condicionado

A Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Educação - SEMEC, após processo licitatório, iniciou a compra de aparelhos de ar condicionado para a climatização de 70 escolas municipais. A meta, é que, em dois anos, todas as escolas do município possam oferecer o conforto de temperaturas mais amenas para os seus alunos.

O projeto de climatização das escolas vai além da compra de aparelhos. A primeira é a climatização artificial, instalando ar condicionados para dar melhores condições de aprendizagem aos alunos que, muitas vezes, convivem com o sol dentro da sala de aula. A outra, é a climatização natural. Esta sendo realizado o plantio de grama e de árvores nas escolas e é esperada uma redução de até 5 graus no micro clima desses ambientes.

A iniciativa é para proporcionar um ambiente de estudo agradável e com conforto, favorecendo assim, a permanência dos alunos na escola. O novo ambiente das escolas, arborizado e sombreado, agrada não apenas aos alunos, mas também aos pais, que percebem as mudanças que estão acontecendo nas escolas.
Além das salas, outros ambientes deverão ser beneficiados. 60 quadras de escolas municipais serão cobertas, para que o sol e as altas temperaturas não sejam empecilhos para a prática esportiva dos alunos.

Edição: Victor Castelo Branco  | Fonte: Vooz
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Livros de ensino religioso em escolas públicas estimulam homofobia e intolerância

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Uma pesquisa da UnB (Universidade de Brasília) concluiu que o preconceito e a intolerância religiosa fazem parte da lição de casa de milhares de crianças e jovens do ensino fundamental brasileiro. 

Produzido com base na análise dos 25 livros de ensino religioso mais usados pelas escolas públicas do país, o estudo foi apresentado no livro “Laicidade: O Ensino Religioso no Brasil”, lançado na última terça-feira (22) em Brasília. “O estímulo à homofobia e a imposição de uma espécie de ‘catecismo cristão’ em sala de aula são uma constante nas publicações”, afirma a antropóloga e professora do departamento de serviço social, Débora Diniz, uma das autoras do trabalho. 

A pesquisa analisou os títulos de algumas das maiores editoras do país. A imagem de Jesus Cristo aparece 80 vezes mais do que a de uma liderança indígena no campo religioso - limitada a uma referência anônima e sem biografia-, 12 vezes mais que o líder budista Dalai Lama e ainda conta com um espaço 20 vezes maior que Lutero, referência intelectual para o Protestantismo. Ítalo Calvino nem mesmo é citado. 

O estudo aponta que a discriminação também faz parte da tarefa. Principalmente contra homossexuais. “Desvio moral”, “doença física ou psicológica”, “conflitos profundos” e “o homossexualismo não se revela natural” são algumas das expressões usadas para se referir aos homens e mulheres que se relacionam com pessoas do mesmo sexo. 

Um exercício com a bandeira das cores do arco-íris acaba com a seguinte questão: “Se isso (o homossexualismo) se tornasse regra, como a humanidade iria se perpetuar?”. 

A pesquisadora afirma que o estímulo ao preconceito chega ao ponto de associar uma pessoa sem religião ao nazismo – ideologia alemã que tinha como preceitos o racismo e o anti-semitismo, na primeira metade do século 20. “É sugerida uma associação de que um ateu tenderia a ter comportamentos violentos e ameaçadores”, observa Débora. 

“Os livros usam de generalizações para levar a desinformação e pregar o cristianismo”, completa a especialista, uma das três autoras da pesquisa. Os números contrastam com a previsão da Lei de Diretrizes e Base da Educação de garantir a justiça religiosa e a liberdade de crença. 

A lei 9475, em vigor desde 1997, regulamenta o ensino de religião nas escolas brasileiras. “Há uma clara confusão entre o ensino religioso e a educação cristã”, afirma Débora. A antropóloga reforça a imposição do catecismo. “Cristãos tiveram 609 citações nos livros, enquanto religiões afro-brasileiras, tratadas como ‘tradições’, aparecem em apenas 30 momentos”, comenta a especialista. (Agência UnB)

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A escola mata a criatividade - Ken Robinson

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Consultor de governos europeus, o professor inglês diz que o sistema educacional inibe as habilidades pessoais. E que nem todos precisam ir à universidade.

Ele elaborou para o ex-primeiro-ministro inglês Tony Blair relatórios de estratégias sobre criatividade e educação

O mundo se divide em duas categorias de pessoas: aquelas que dividem o mundo em duas categorias e aquelas que não.” Arrancando gargalhadas do público de suas conferências, o especialista em educação e criatividade britânico Ken Robinson, 50 anos, questiona por que a maioria das pessoas passa a vida odiando o que faz, “apenas esperando pelo final de semana”, enquanto outras conseguem descobrir seu “elemento-chave”, termo criado por ele que significa a junção do que se faz bem com o que se ama fazer. Robinson conclama o mundo para uma revolução na educação, criando nas escolas um ambiente propício para que os talentos floresçam. Em sua opinião, aquele que não está preparado para errar jamais fará algo de original.

"A maioria das pessoas leva a vida sem nenhum prazer no que faz. Apenas toca a vida, esperando pelo sábado e o domingo"

“O atual sistema educacional mata a criatividade”, afirma. “As escolas estão obcecadas em colocar os alunos na universidade”, diz. Professor emérito da Universidade de Warwick, na Inglaterra, Robinson foi consultor de governos europeus, asiáticos e americano. Na Grã-Bretanha, elaborou para o primeiro-ministro Tony Blair (1997-2007) relatórios de estratégias sobre criatividade, cultura e educação e participou do processo de paz da Irlanda do Norte nos anos 90. Alcançou o grande público com seus livros, que defendem a bandeira do talento e da criatividade. Ele já publicou três best sellers traduzidos para mais de 15 idiomas, mas apenas o terceiro, o recém-lançado “O Elemento-Chave” (Ediouro), está disponível para os brasileiros. Sua popularidade aumentou ainda mais depois que suas conferências foram colocadas no prestigioso site TED, palco de palestras de grandes lideranças mundiais.

ISTO É - O que significa elemento-chave?

KEN ROBINSON - É o que uma pessoa faz naturalmente bem, se divertindo e se sentindo confortável. Pode ser qualquer coisa, como tocar guitarra ou ser bom em matemática. Mas encontrar seu elemento-chave não é somente fazer algo muito bem, porque há muitas pessoas que são boas no que fazem. É também amar o que se faz. Se você gosta daquilo que faz bem, efetivamente está em seu elemento. Mas a maioria das pessoas não tem esse sentimento quando pensa no trabalho delas. Elas levam a vida sem nenhum prazer no que fazem. Frequentemente, não estão fazendo a coisa certa – e não sabem qual é a coisa certa. Então apenas tocam a vida, sem nenhum sentido.

ISTO É - Como fazer, então, para identificar o que você gosta realmente de fazer?

KEN ROBINSON - Uma das formas de perceber se você está em seu elemento é analisar, por exemplo, seu senso de tempo. Se você faz alguma coisa de que gosta, uma hora pode passar em cinco minutos. E o contrário também é verdadeiro. Se você faz alguma coisa de que não gosta, cinco minutos se tornam uma hora e você passa a semana apenas esperando pelo sábado e o domingo. Além disso, se a pessoa faz o que gosta, no fim de semana se sente fisicamente cansado, mas não espiritualmente. Se perguntar por que essas pessoas não fariam outra coisa, não vão nem entender o que você quer dizer, vão dizer que o que elas fazem na vida é o que amam fazer, não se imaginam fazendo outra coisa e não querem mudar.

ISTO É - Mas há algum tipo de passo a passo?

KEN ROBINSON - A primeira lição é acreditar que todos nós temos talentos naturais e habilidades reais. Mais do que isso, temos o direito de descobrir e explorar isso. É preciso ter fé em nós mesmos. Uma recomendação é a pessoa gastar um tempo consigo mesma, para pensar o que ela realmente gosta de fazer e o que teria prazer de fazer para a vida toda. Depois que descobrir, é preciso estar disposta a arriscar, aproveitar e explorar essas oportunidades e talentos, tentando várias coisas diferentes, se deixando sentir tolo às vezes, sabendo lidar com críticas e enfrentando os próprios medos.

ISTO É - Existe uma idade certa para isso?

KEN ROBINSON - A pessoa pode descobrir seu talento em qualquer idade. Conheço pessoas que encontraram seu elemento-chave quando já não eram mais jovens. Semanas atrás, por exemplo, estava conversando com uma senhora de 50 anos que disse que achava que era muito tarde para ela, pois sua grande vontade era dançar balé. Eu disse que provavelmente era realmente tarde para ela ser a dançarina principal do Ballet Bolshoi e perguntei qual era o aspecto do balé de que ela gostava, porque se tivesse a ver com ser capaz de mover o corpo com a música, então por que não experimentava outros tipos de dança? Há muitos outros tipos de dança que ela poderia experimentar. Outro exemplo é uma tataravó que conheço que resolveu estudar direito e acabou de terminar o curso. Antes, ela não podia, estava criando uma família.

ISTO É - Garimpar seus talentos e habilidades é uma questão de sorte?

KEN ROBINSON - Geralmente, quem está em seu elemento diz isso: que teve muita sorte. Mas esses “sortudos” tiveram atitudes diferentes na vida, em comparação aos insatisfeitos. Claro que os primeiros tiveram oportunidades e circunstâncias para tirar proveito, mas ainda assim correram riscos e desejaram tentar algo diferente. Estiveram abertos às oportunidades e enfrentaram a forte oposição de parentes e amigos, que achavam que o que eles faziam não era ­usual. Souberam lidar com as críticas.

ISTO É - As pessoas podem ter mais de um talento?

KEN ROBINSON - Sim, se elas se sentem igualmente propensas a fazer coisas diferentes, não há regras para isso. Além do que, o elemento-chave pode mudar de tempos em tempos: num momento nos sentimos bons em algo e depois em outra coisa. Isso tudo tem a ver com energia, nossas vidas não passam de energia. Precisamos conectar nossas energias às nossas paixões e fazer coisas que tenham significado e propósito. Isso não é novo, é encontrado fortemente em diversas tradições que respeitam a parte espiritual e a energia.

ISTO É - Por que a maioria das pessoas acha que não tem talento?

KEN ROBINSON - A principal causa é a educação. Nosso sistema de educação formal tem 200 anos e durante esse tempo falhamos em conectar os estudantes aos seus talentos. A escola mata a criatividade. Fazemos um uso pobre dos nossos talentos. O sistema é obcecado com as habilidades acadêmicas, em levar os alunos para a faculdade. Nem todo mundo precisa ir para a universidade, nem todo mundo precisa ir na mesma época da vida. Conversei com um rapaz que é bombeiro e ele disse que sempre quis ser bombeiro, desde criança, mas não era levado a sério porque costumam achar que todo garoto sonha em ser bombeiro. E ele ouvia de um professor que iria desperdiçar seu talento. Mais tarde, ele salvou a vida deste professor. Ou seja, as comunidades dependem da diversidade de talentos, não de uma só concepção.

ISTO É - O que há de errado com nosso sistema educacional?

KEN ROBINSON - Somos formados por um sistema educacional fast-food, em que tudo é padronizado, industrializado. Temos de mudar isso para uma educação manufaturada, orgânica. E aprender que o florescimento humano não é um processo linear e mecânico, mas orgânico. A educação precisa ser customizada para diferentes circunstâncias e personalizada. É preciso criar um sistema em que as pessoas busquem suas próprias respostas.

ISTO É - O sr. pode dar algum exemplo concreto?

KEN ROBINSON - As escolas gastam muito tempo com matemática, por exemplo, mas há muito pouco de arte, que, para mim, é fundamental em nossas vidas. As artes visuais e a dança são expressões dos sentimentos humanos, da nossa cultura, mas nas escolas são deixadas de lado, ou pior, até ignoradas. As escolas são obcecadas com um tipo específico de talento e acabam ignorando os outros. Desde a minha juventude, estive cercado de pessoas que me pareciam extremamente talentosas, divertidas e interessantes, mas que estavam profundamente frustradas e pensavam que não tinham nenhum talento, não acreditavam que poderiam conquistar algum respeito. Ao mesmo tempo, também conheci outras que alcançaram muitas coisas. Sempre achei que a educação era a solução para isso.

ISTO É - Como é possível mudar essa situação?

KEN ROBINSON - É preciso tornar a educação mais pessoal, em vez de linear. A vida não é linear. Embora isso seja difícil, não há outra alternativa. Se quisermos encorajar as pessoas a pensar, temos que encorajá-las a ser aventureiras e a não ter medo de cometer erros. Ao longo da vida, os indivíduos vão se tornando mais conscientes e constrangidos e ficam com medo de cometer erros, porque passam por situações em que dão respostas erradas, se sentem estúpidos e não gostam deste sentimento. É preciso criar uma atmosfera, tanto na escola quanto no trabalho, em que não há problema em estar errado.

ISTO É - O sr. é a favor de uma grande reforma escolar?

KEN ROBINSON - Muitos sistemas educacionais pelo mundo estão sendo reformados. Mas reformar é inútil agora. Precisamos de uma revolução na educação, transformá-la em outra coisa. Inovar é difícil porque é preciso lidar com coisas não óbvias, fora do senso comum. As crianças hoje, por exemplo, vivem em um mundo digitalizado, enquanto nossa educação é do século passado. Eu sei que é um trabalho árduo, que implica um grande esforço para ser revertido, mas no mundo inteiro há países que estão tentando consertar isso com seriedade. Os pais também têm seu papel e eles devem começar por dar o exemplo, ou seja, eles próprios aprendendo mais sobre seus talentos.

ISTO É - É possível recuperar a criatividade depois de ser educado dessa forma impessoal?

KEN ROBINSON - Sim. Primeiro você precisa entender o que é criatividade. As pessoas pensam que ser criativo é fazer coisas especiais e que poucas pessoas são especiais. Ou, então, que pessoas criativas são aquelas com espírito mais livre e um pou­co loucas. Mas para ser criativo basta que você esteja executando qualquer coisa, ninguém é criativo na esfera abstrata. E isso pode ser resgatado em qualquer momento da vida.

ISTO É - Para desenvolver os talentos é imprescindível um mentor?

KEN ROBINSON - Ter um mentor é sempre útil, alguém que o encoraje e veja talentos que nem mesmo você sabe que tem. Pode ser os pais, um amigo, vizinho, parente. Ter alguém que o encoraje pode fazer toda a diferença.

ISTO É - Como o sr. educou seus filhos?

KEN ROBINSON - Sempre tentei encorajá-los nas coisas em que eles demonstravam interesse. Minha filha é professora de crianças em Los Angeles e meu filho é ator e agora está tentando se tornar escritor. No final das contas, você não pode viver a vida deles por eles, mas apenas estimulá-los a aproveitar as oportunidades.

Fonte: Revista Isto é ed. 2119
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Relatividade e Física Quântica no Ensino Médio

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Estava ontem conversando com os alunos sobre a inclusão da Teoria da Relatividade e a Física Quântica no currículo do Ensino Médio, as dificuldades para que isso aconteça, principalmente, por causa da carga horária reduzida da disciplina (aqui no Maranhão a Física do segundo ano teve reduzida uma hora-aula. Estou indignado com isso!).

Leia a matéria de Renato Alarcão e Rafael Garcia, do jornal Folha de São Paulo, a respeito da inserção destes conteúdos no currículo do Ensino Médio.

Albert Einstein pode ser o cientista com nome mais conhecido entre pessoas leigas, mas a maioria dos estudantes deixa o ensino médio sem saber o que foi seu trabalho. Uma inovação nos programas escolares, porém, pode mudar isso, levando a física moderna à sala de aula.

Em 2009, a proposta curricular da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo incluiu tópicos antes ignorados, como as teorias da relatividade de Einstein e a física de partículas. A implantação da iniciativa vem esbarrando na falta de professores qualificados, mas um grupo de educadores pioneiros está tentando levar a ideia à frente.

Neste ano, começaram a ser publicados alguns cadernos de trabalho sobre física moderna para alunos de escolas públicas. E está previsto para o ano que vem o lançamento da primeira coleção de livros didáticos para o ensino médio já com os temas.

"O debate sobre inclusão da física moderna no ensino básico remonta aos anos 1960. O problema é [...] a dificuldade de transpor os conteúdos mais modernos para serem ensinados a adolescentes", diz Mauricio Pietrocola, que articulou a produção desse material didático no Núcleo de Pesquisa em Inovação Curricular, da USP.

Matemática

Teorias como a relatividade geral, a explicação mais completa sobre a força gravitacional, envolvem matemática sofisticada demais para o ensino médio. Por isso, a maioria dos currículos não inclui física produzida muito além do fim do século 19.

Pietrocola, porém, afirma que nem sempre é preciso recorrer à aritmética para explicar os conceitos. "Um erro que é preciso evitar é usar em aulas de física uma matemática que não tenha objetivo de interpretar e criar nada."

A dificuldade de despir os conceitos físicos complexos de sua estrutura formal, porém, não intimida cientistas que têm publicado livros de sucesso para leigos.

Maria Cristina Abdalla, pesquisadora do Instituto de Física Teórica da Unesp, lançou em 2006 o paradidático "O discreto charme das partículas elementares". O livro vendeu 8.000 cópias, virou programa de TV e sai agora numa tiragem em DVD: mil cópias que serão distribuídas pelo MEC. "A gente vive hoje em um mundo que tem celular, GPS, tomografia computadorizada. A sociedade tem de ser informada sobre o conhecimento que cria isso", diz Abdalla.

Até assuntos pouco relacionados a aplicações práticas, porém, como a relatividade geral de Einstein, chamam a atenção dos alunos, diz Guaraciaba Tetzner, professora de escola estadual. "Eu mesma não gostava tanto de física antes de entrar na física moderna."

Veja o programa da TV Cultura "O Discreto Charme das Partículas Elementares"

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Alunos do ensino fundamental do Rio terão aulas pela internet

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A rede municipal de ensino do Rio de Janeiro vai inaugurar, a partir de agosto, o site Educopédia. Através dele, os alunos do Ensino Fundamental vão contar com aulas digitais de reforço escolar. A princípio, apenas as disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa vão estar disponíveis. Mas a ideia é, na sequência, acrescentar outras matérias, como Ciência, História e Geografia.

As aulas digitais vão ser autoexplicativas, e vão contar com vídeos, animações, textos, podcasts, quiz e jogos. Os temas das aulas vão ser os mesmos das orientações curriculares seguidas pelos professores.

O conteúdo do Educopédia vai ser elaborado pelos próprios professores da rede municipal, que vão ser selecionados e capacitados por uma equipe da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Cada professor aprovado para realizar o Educopédia vai receber uma bolsa mensal de R$ 900.

Fonte: http://g1.globo.com

TUBA DIZ: Falta fazer o mesmo aqui no Maranhão. Mas vai demorar muito para acontecer. Não existe boa vontade política. Enquanto isso, eu vou tocando o Tuba por iniciativa própria e sem nenhum incentivo estatal.
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